11/09/2016

Em "clausura"

A minha torre de marfim, Monção


A todos venho agradecer a passagem e os comentários gentis. 
Peço desculpa pela minha ausência e pela falta de acompanhamento aos vossos registos e apontamentos que de certeza alimentariam a minha alma. 
Todavia, neste tempo que desenho de forma helicoidal, chegou o momento de alguma pausa. Letargia?, esvaziamento?, falta de capacidade de diálogo? 
Talvez.
O silêncio é por vezes necessário. 
O desejo que o mundo se torne uma grande almofada onde recostamos a cabeça e adormecemos torna-se pura realidade. 
Há input mas não se consegue fazer o output.
Que a amizade resista a estas ausências.
Boa semana!

32 comentários:

  1. Como todo o bom trabalhador, Ana, mereces o nosso respeito e compreensão.
    Mas EU PRECISO DE TI POR ESTES DIAS !

    Um beijo amigo para essa torre de marfim e eu sei muito bem que, de quando em vez, um intervalo é salutar.

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  2. Fazer uma pausa faz parte da vida e o tema de Ryuichi Sakamoto revela-se precisamente um desses momentos em que o ouvinte se ausenta de tudo o que o rodeia, para escutar as belas e tranquilas linhas da melodia, que navegam no espaço.

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    1. Sakamoto é virtuoso e leva-nos atrás de si.
      Obrigada.
      Bom Domingo!:))

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  3. A sua torre de marfim parece inspirada nos telhados dos pagodes chineses. Pergunto-me se será um lugar de estar ou apenas um octógono de paredes desabitadas. Oxalá haja alguém que nela se sente a olhar o mundo e pensar na vida. Agora vou ali ouvir a música e sair devagarzinho para não acordar o silêncio da sua pausa.
    Até mais. Tenha uma semana salutar e revigorante.

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    1. Achei graça à comparação. Julgo que esta torre tem sempre companhia.
      Obrigada.
      Bom Domingo!:))

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  4. Uma torre linda que felizmente não é de marfim...
    Monção deve ser um lindo lugar para repousar e meditar
    e é evidente que os amigos jamais a vão esquecer, querida Ana.
    A oferta fotográfica e musical são de muito bom gosto, como é habitual.
    Dias serenos e acalentadores.
    Beijinhos.
    ~~~~

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    1. Obrigada, Majo.
      Monção é uma terra acolhedora e muito bonita.
      Beijinhos.:))

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  5. A sua torre de marfim" é um elemento que encontro algumas vezes em casas que, talvez por lhes faltar uma vista nos andares inferiores (quiçá porque têm em frente outros prédios, ou porque estão numa situação complicada), constroem estes elementos fantásticos de observação. Ou então porque têm mesmo uma situação privilegiada, que sei eu ...
    Quando os vejo lembro-me sempre duma senhora que vivia na Ilha de Moçambique, onde nasci, e que, não sendo desagradável (eu sentia alguma ternura por ela), tinha alguma fragilidade quanto às suas origens. Para suplantar essa situação, que para ela era um problema complicado (só quem viveu numa ex-colónia perceberá esta situação), referia sempre que tinha na Metrópole (era assim que o Portugal europeu era considerado) uma casa com "almirante".
    Era uma risota nas "costas da senhora" - uma maldade, sei, mas nas terras onde nada acontece qualquer coisa é sempre aproveitada para fazer uma história humorística. Nada pior que o tédio, pois acaba por exacerbar algumas das nossas capacidades de maldizer ... :-)
    Eu imagino-me sempre numa destas salas hexagonais, octogonais ou siplesmente quadradas, a tomar um chá de final de tarde, sentado num confortável cadeirão com chintz às flores (não sei porquê, talvez pelas influências inglesas na minha juventude), e observando o sol mergulhando tranquilamente no horizonte.
    Espero que o possa fazer por mim :-)
    Um bom recomeço
    Manel

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    1. Manuel,
      Que história deliciosa!
      Também partilho dessa imagem do chá, sentada num cadeirão com chintz às flores, rodeada por plantas e mesa e cadeiras de verga.
      Um bom ano!:))

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  6. Resiste, ana, claro que resiste.
    Beijinhos, boa semana

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  7. Compreendo-te.
    Às vezes apetece parar um bocadinho...

    Continuação de boa semana:)
    Beijinhos:)

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    1. Obrigada, Isabel.
      Apetece até porque parece que falta a imaginação, falta tudo.
      Beijinhos.:))

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  8. Contudo, há sempre o entretanto, uma torre tem sempre uma condição precária. Há o movimento in e o oposto out. A clausura tem sentido para a interiorização no eu mas a vida só se acrescenta voando. Quando?
    Ana, desejo-lhe as maiores felicidades. E fico à espera, assim (eu) vença a curva.
    Bj.

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    1. PS - Um pormenor, a fotografia: esplêndida.

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    2. :))
      Obrigada, Agostinho.
      Beijinho. :))

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  9. Ana, espero o teu regresso...fazes falta por aqui. Já chega de retiro - se bem que o silêncios faça bem- mas nada há como voltares a trazer a beleza das coisas que tu vês. Bem, o Sakamoto já ajudou...Beijinhos

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    1. MJ,
      Obrigada. Começo a voltar devagarinho.
      Beijinho. :))

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  10. Este comentário foi removido pelo autor.

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  11. Ana

    Eu percebo-a muito bem. Não é simples manter um blog regularmente. Mas, já o repeti várias vezes, é um bom exercício mental. Para mim escrever no blog é como a ginástica, são antidepressivos eficazes, que mantem o corpo e a alma sãos.

    Bjos e força

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  12. ..às vezes paramos porque a vida nos enrola em catadupa e não há tempo para pensar, menos para utilizar o mundo da palavra; é tempo de sobreviver com o que há. Pode que assim aconteça com a Ana e ela volte um dia destes. Porque sempre se regressa. Ainda que não sejamos os mesmos, estamos vivos.
    Um blog é um lugar de escrita e mais alguma coisa para quem assim o deseja. Que pode ser de partilha. Para mim, caderno digital onde nada se perde.

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    1. Bea,
      Tem razão é um caderno digital onde nada se perde.
      Mas para mim, cada dia e ano é um momento que depois nunca revejo.
      Bom Domingo!:))

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    1. Obrigada, Mar Arável.
      Em breve irei visitá-lo.:))
      Bj.

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  14. Quem é que não aguarda o seu regresso, Ana?! É que faz mesmo falta, isto sem qualquer espécie de lisonja.

    Descanse, esqueça um pouco a blogosfera e regressará revigorada.

    Beijinho.

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  15. GL,
    De facto, por vezes, é preciso um pouco de silêncio.
    Obrigada pela compreensão.
    Beijinho. :))

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  16. Um regresso sempre desejado, Ana!
    Beijinhos :))

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