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24/10/2012

"(grande ternura redonda)"


Odilon Redon, Esqueleto Chifrudo


As árvores sussurram-nos na primavera com a sua fragrância;
no verão com a sua sombra;
no outono com o choro das folhas que caem
e no inverno quando se vestem de branco-festa.

Este foi o meu pensamento ao ler o poema de Juan Ramón Jimenez:

 ÁRVORES HOMENS

Juan Ramón Jimenez, Antologia Poética. Lisboa: Relógio D'Água, 1998, (tradução José Bento) pp. 158-159.

Boa noite a todos!

27/05/2011

13/04/2011

"A Arte sempre foi isto", em memória de Beckett

Odilon Redon, The Crying Spyder, 1881,


(imagem da wikipédia depois de a ver no blog Sobre o Risco)

A arte sempre foi isto - interrogação pura, questão retórica sem a retórica - embora se diga que aparece pela realidade social.


Samuel Beckett in Novas Cartas (citador)

Samuel Beckett nasceu a 13 de Abril de 1906 em Dublin


INSTANTE

Que faria eu sem este mundo sem rosto sem perguntas
Onde o ser só dura um instante e onde cada instante
Transborda para o vazio o esquecimento de ter existido
Sem esta onda onde por fim
Corpo e sombra juntos se anulam
Que faria eu sem este silêncio poço fundo de murmúrios
Curvando-se a pedir socorro pedir amor
Sem este céu posto de pé
Sobre o pó do seu lastro


Que faria eu eu faria como ontem e como hoje
Olhando para a minha janela vendo se não estou sozinho
A errar e a mudar distante de toda a vida
preso num espaço incontrolável
Sem voz no meio das vozes
Que se fecham comigo.


Samuel Beckett, (tradução inédita de Mário Carvalheira) Retirado do Blog Uma Casa em Beirute


Erik Satie - Gnossienne No.1

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