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28/10/2012

A Flor do Caminho

Apesar de frágil a flor desta história é eterna. 
Todos gostaríamos de encontrar a nossa flor.
Sim. Porque todos temos uma flor, umas vezes mais escondida, outra anunciada e atrevida 
e ainda outra resguardada do Sol para não perecer com a sua luz.

Para uma amiga.:)

A fotografia é do livro: Platero e Eu, de Juan Ramón Jimenez, edição dos Livros do Brasil, sem data, p. 22 e 23. Desenhos de Bernardo Marques e tradução de José Bento.

O livro veio via Livraria Lumière pela mão da Cláudia. Obrigada por mo ter feito chegar.:)


Cortesia do youtube: Amos Lee - Flower. Dirigido por kneeon (P) (C) 2011 Blue Note Records.

24/10/2012

"(grande ternura redonda)"


Odilon Redon, Esqueleto Chifrudo


As árvores sussurram-nos na primavera com a sua fragrância;
no verão com a sua sombra;
no outono com o choro das folhas que caem
e no inverno quando se vestem de branco-festa.

Este foi o meu pensamento ao ler o poema de Juan Ramón Jimenez:

 ÁRVORES HOMENS

Juan Ramón Jimenez, Antologia Poética. Lisboa: Relógio D'Água, 1998, (tradução José Bento) pp. 158-159.

Boa noite a todos!

21/10/2012

"Não voltes a tocar-lhe, pois assim é a rosa!"

Não há nada melhor que a fragrância das rosas!
De Scott Evans, Arranging Pink Roses, 1847

O POEMA

1
Não voltes a tocar-lhe,
pois assim é a rosa!

2
pela raiz arranco o arbusto
cheio ainda do orvalho da alvorada.

Oh que jorro de terra
olorosa e molhada,
que chuva - que cegueira! - de astros
em minha fronte, em meus olhos!

3
Canção minha,
canta, antes de cantar;
dá a quem te olhar antes de ler-te,
tua emoção e tua graça;
evola-te de ti, fresca e fragrante!


Juan Jamón Jimenez, Antologia Poética. Lisboa: Relógio D' Água,1992,  (tradução de José Bento), pp. 97-98.




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