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12/02/2011

Amar

Falar de amor é difícil.
Eu amo,
tu amas,
ele ama.
A intensidade do amor não é medível. Podemos dizer quando amamos que o amor é do tamanho do infinito, mas o que é o infinito, numa ordem de grandeza objectivável?
Amar "perdidamente" como diz a poetisa, amar sem mais nada... - AMAR-
xx
Joanna Chrobak, s/ título - mas é "óbvio" que se trata de Adão e Eva
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4 LINHAS
quem perto do fogo?
quem na água?
escrevo para que a chuva me mereça.
para velar a noite incendiada

José Oliveira, Melancolismos, Edições Inapa, 1989, p 149.

11/02/2011

"Trata-se apenas de arrumar as nuvens"

Recebi um presente inesperado: o livro de poesia de José Oliveira, Melancolismos. Obrigada! Um dos versos que mais gostei foi o título que dei ao post.
"Arrumar as nuvens" não é o que todos os dias fazemos quando arrumamos os nossos sonhos?, os nossos pensamentos? As nuvens são o tecto que os nossos olhos alcançam. Observar as nuvens que passam pode ser um abismo tão atraente como olhar o mar e mergulhar!
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Andrea Mantegna, Ceiling Oculus, 1471-74


Fresco, diameter: 270 cm, Camera degli Sposi, Ducal Palace, Mantua

Satyaggraha - Philip Glass
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Acto III - Parte 1
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interrompidos os ciclos
restam sombras radiosas - vozes, aluviões.
e os pássaros?
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Acto III - Parte 2
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Não falemos por favor de música.
Trata-se apenas de arrumar as nuvens.
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Acto III - Parte 3
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A Índia cai - difusa - sobre a noite.
Não sei. Talvez um dia lá volte.
Talvez, mãe, em Setembro.
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José Oliveira, Melancolismos, Edições Inapa, 1989, p 175.

Philip Glass - Satyagraha, Paul Barnes, Los Angeles

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