Recebi um presente inesperado: o livro de poesia de José Oliveira, Melancolismos. Obrigada! Um dos versos que mais gostei foi o título que dei ao post.
"Arrumar as nuvens" não é o que todos os dias fazemos quando arrumamos os nossos sonhos?, os nossos pensamentos? As nuvens são o tecto que os nossos olhos alcançam. Observar as nuvens que passam pode ser um abismo tão atraente como olhar o mar e mergulhar!
x
Andrea Mantegna, Ceiling Oculus, 1471-74

Fresco, diameter: 270 cm, Camera degli Sposi, Ducal Palace, Mantua
Satyaggraha - Philip Glass
x
Acto III - Parte 1
x
interrompidos os ciclos
restam sombras radiosas - vozes, aluviões.
e os pássaros?
xActo III - Parte 2
xNão falemos por favor de música.
Trata-se apenas de arrumar as nuvens.
x
Acto III - Parte 3
x
A Índia cai - difusa - sobre a noite.
x
A Índia cai - difusa - sobre a noite.
Não sei. Talvez um dia lá volte.
Talvez, mãe, em Setembro.
x
x
José Oliveira, Melancolismos, Edições Inapa, 1989, p 175.
Philip Glass - Satyagraha, Paul Barnes, Los Angeles