Que a alma, feliz com o presente, odeie preocupar-se
com o que é futuro, e que tempere o que é amargo
com um lento sorriso; nada existe que tenha
apenas um lado feliz.
Horácio, Odes, Livro II, XVI, 25-28, tradução de Pedro Braga Falcão in António Mega Ferreira,
"Cartas de Casanova, Lisboa 1757". Porto: Sextante, 2013, p. 200.
A capa do livro de António Mega Ferreira tem a imagem da fabulosa tela de Fragonard abaixo representada. Casa muito bem com o tema do livro.
Rien ne porra faire que je ne me sois amusé,
Giacomo Casanova
Jean-Honoré Fragonard, Les hasards heureux de l'escarpolette, c. 1767,
The Wallace Collection, daqui


Nota do Autor
«As seis cartas de Giacomo Girolano Casanova (1725-1798) que aqui se dão devem ter sido encontradas entre os papéis deixados pelo escritor em Dux, onde se acolhera nos últimos anos de vida na condição de bibliotecário do conde Waldstein. (...)
Não se sabe se os destinatários tomaram conhecimento de alguma ou algumas destas cartas; se as cartas chegaram a ser expedidas; nem sequer se Casanova alguma vez esteve em Lisboa, pelo que pode nem as ter escrito. É esse o princípio da fição.»
***
As cartas - Carta Primeira ao Senhor de Bernis, ministro de Luís XV. Carta Segunda a Francesco Casanova, pintor de batalhas; Carta Terceira à freira M.M., religiosa no convento de Santa Maria degli Angeli, em Murano; Carta Quarta a Matteo Bragadin, senador da República de Veneza; Carta Quinta à condessa Coronini, dama da corte do Eleitoe da Baviera; Carta Sexta ao senhor Bernis, ministro de Luís XV.