Gosto da escrita de António Mega-Ferreira. Decidi depois da Viagem a Itália, no século XVIII, realizada por Goethe, fazer uma viagem de cariz literária ao novo mundo, pois só me traria novas ideias. A leitura foca vários vencedores do prémio Nobel, todavia, há um, que há muitos anos me acompanha e que destaco de todos os outros porque é uma paixão maior: Jorge Luís Borges.
Sorri ao ver a capa do livro e a sugestão que ela provoca.
(...) vi a relíquia cruel do que deliciosamente fora Beatriz Viterbo, vi a circulação do meu escuro sangue, vi a engrenagem do amor e a modificação da morte, vi o Aleph, de todos os pontos, vi no Aleph a terra, e na terra outra vez o Aleph e no Aleph a terra, vi o meu rosto e as minhas vísceras, vi o teu rosto e senti vertigem e chorei, porque os meus olhos tinham visto esse objeto secreto e conjetural cujo nome os homens usurpam, mas que nenum homem olhou: o inconcebível universo.
J. L.Borges, Aleph*
*António Mega Ferreira, Viagens Hispano-Americanas. Lisboa: Arranha Céus, 2015, p. 142-143.






