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18/05/2016

O amor utopia


Johann Michael Millitz, Magnatas retratados como Adão e Eva, 1770,
Galeria, Nacional Húngara 
O amor utopia

Um tabuleiro de xadrez
sem peças...
pousado em cima da mesa.
Esquecido?
os quadrados pretos e brancos
ocupam o espaço geometricamente delicado.
É um tabuleiro isolado,
sem rei, sem rainha e sem castelo,
os cavalos e os peões desertaram;
o bispo, sábio estratega, desapareceu
não faz sentido a sua existência.
Um tabuleiro de xadrez.

Quadrados todos iguais cromaticamente
diferentes, criando um espelho difuso,
um labirinto magnético e criador
de ilusões.
Ao olhar fixamente o xadrez movimenta-se
e cria uma espiral em movimento.
Gira, gira, em movimentos concêntricos
que levam à queda
no abismo.

Movimentam-se os homens em vez das peças,
de um lado para o outro,
em linha recta,
na diagonal,
ao acaso,
sem sentido,
marionetas engendradas pelo senhor que comanda o destino.
Choram os homens o amor perdido,
o amor ilusão.
o amor utopia.

ana

O belíssimo Intermezzo de Mascagni no filme sobre a ópera Cavalleria Rusticana
 de Franco Zefirelli.
Obrigada a quem mo ofereceu.

Fotografar no Museu

No Dia Internacional dos Museus recordo a
Galeria Nacional Húngara 
a quem felicito por deixar fotografar o seu espólio. 
Nem sempre é fácil comprar os guias ou colecções dos museus. 
Podermos guardar a arte que mais nos tocou, é um privilégio.

Imra Szobotka, Nu reclinado, 1921,

"Pranto sem lágrimas" seria um título para esta tela...

Boa noite!

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