Do Fundão recebi, com prazer, o texto de AC do blogue Interioridades que de mansinho, levemente, entrou pela janela aberta de par em par. Muito obrigada.
Constant Moyaux (1835-1911) - View of Rome from the Artist’s Room at the Villa Medici, 1863

SUSTENTÁVEL LEVEZA
Sentias o fogo latente, o corpo a reclamar. A chama, incandescente, conduzia-te os sonhos, o peito era escudo onde tudo resvalava. Sentias a poesia na descoberta da noite infinita, na magia do despertar da aurora, na terra onde tudo continuava por lavrar. Intuíste novas palavras, novas linguagens.
Quando aprendeste a pousar, suavemente, no aroma das alfazemas, já sabias que tudo continuava por fazer. Mas passaste a sentir, cada vez mais, o sereno sinal que da alma emana.
AC
AC