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01/07/2014

Aprazíveis Diálogos - V

Do Fundão recebi, com prazer, o texto de AC do blogue Interioridades que de mansinho, levemente, entrou pela janela aberta de par em par. Muito obrigada. 

Constant Moyaux (1835-1911) - View of Rome from the Artist’s Room at the Villa Medici, 1863

File:Constant Moyaux - View of Rome from the Artist’s Room at the Villa Medici.jpg


SUSTENTÁVEL LEVEZA 

 Sentias o fogo latente, o corpo a reclamar. A chama, incandescente, conduzia-te os sonhos, o peito era escudo onde tudo resvalava. Sentias a poesia na descoberta da noite infinita, na magia do despertar da aurora, na terra onde tudo continuava por lavrar. Intuíste novas palavras, novas linguagens. 

Quando aprendeste a pousar, suavemente, no aroma das alfazemas, já sabias que tudo continuava por fazer. Mas passaste a sentir, cada vez mais, o sereno sinal que da alma emana. 

AC




18/04/2011

Dia Internacional dos Monumentos e Sítios!

Hoje é Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, este ano dedicado à água, escolhi dois sítios: um em que faz da água um hino, no Parque das Nações, outro o meu castelo que é Marvão e a cisterna fonte de vida.


A dança da Água, Parque das Nações


Castelo de Marvão, fotografia tirada pelo meu amigo Victor


Fotografia de Marvão, castelo e museu (Victor)

A cisterna, fotografia de Jorge Vieira

Não resisti em colocar este vídeo porque só assim se pode avaliar a cisterna. Quando morei em Marvão, passei uma noite fantástica a ouvir canto, infelizmente não há filmagens, e a água cristalina fazia um eco lindíssimo como se fosse uma Catedral. A luz iluminava a cisterna e nas paredes desenhava um princípe e uma feiticeira. Foi um momento inesquecível. Há castelos maiores, pode até haver mais belos mas para mim este é o primeiro. Sou dona deste castelo... x


História do castelo de Marvão ver aqui

Tenho umas fotografias recentes de Marvão que me foram oferecidas podem vê-las no Olhar do Falcão. Obrigada!:)



"A aproximação a Marvão é cenário quase irreal, com a nave de pedra, lá no alto, a surgir após considerável número de castanheiros. Depois de o automóvel galgar o morro, em estrada quase em espiral, esperavam-me ruas quase medievais. Mas, calcorreada a calçada, o destino só podia ser um: o castelo. Era um fim de tarde, quase lusco-fusco, altura do dia em que as pedras parecem ganhar vida própria. É como se as vibrações dos antigos habitantes também ali estivessem, a fazer-nos companhia. No alto das muralhas a vista espraia-se, em movimento circundante. Tudo tão longe e tão perto, à distância de um clique que proporcione a comunhão. As cotovias elevam-se cada vez mais no ar, em busca dos últimos raios de sol..."


AC (Interioridades)


A quem agradeço a beleza das palavras!

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