A osmose da água
No dia em que os homens puderem apreciar a beleza pela beleza, apreciar a harmonia dumas cores justapostas, duns sons que se sucedem, é porque estarão libertos dos problemas vitais que hoje não podemos ignorar.
Não sei se será possível. O homem está a progredir em inteligência e a perder a emotividade. Dizem-nos os behaviouristas. Quando chegarmos a essa época já o homem não terá sensibilidade para apreciar a arte, seja ela pura ou não...
Augusto Abelaira, A Cidade das Flores, Lisboa: Betrand, 1972, p. 254-255.
