Mostrar mensagens com a etiqueta Água. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Água. Mostrar todas as mensagens

25/06/2012

Do redondo ou da beleza...

A osmose da água


No dia em que os homens puderem apreciar a beleza pela beleza, apreciar a harmonia dumas cores justapostas, duns sons que se sucedem, é porque estarão libertos dos problemas vitais que hoje não podemos ignorar.
Não sei se será possível. O homem está a progredir em inteligência e a perder a emotividade. Dizem-nos os behaviouristas. Quando chegarmos a essa época já o homem não terá sensibilidade para apreciar a arte, seja ela pura ou não...

Augusto Abelaira, A Cidade das Flores, Lisboa: Betrand, 1972, p. 254-255.

19/04/2011

A brincar com a água!

Em especial para a Sandra do Presépio sobre o Canal que gosta da água.




A água exerce um fascínio especial.




Na visita ao Pavilhão do Conhecimento, no Parque das Nações, em Lisboa, a água aparece com toda a sua pujança e harmoniosamente fala connosco. A história que conta é diferente para quem a olha.


x De pura geometrização ela rasga do solo e em exercício continuado dança como uma bailarina. A esfera gigante, ou o mundo, é pequeno perante a frescura e alegria que brota...







para de repente nos aparecer como um espelho que inverte a imagem sem truques fantasiosos, ali tranquila, quase parada, a água tenta impôr o silêncio.



Mas vertiginosamente chama-nos para interagir com ela. Do edifício minimalista cai num trajecto em semi-circulo que envolve quem se atreve a passar por baixo. Na passagem todos vimos a água a transformar-se num túnel em forma de luz. O som, esse é o equivalente a uma fuga de Bach!



- Vem brincar, chama ela, vem, passa por mim e sorri. Apanhados os jovens brincam com a água. Uns têm medo de lhe tocar, outros pelo contrário, tocam-lhe, molham-se e água vencedora ri-se dos mais incautos. A dança nem sempre é uniforme e os cristais espalham-se no nosso campo de visão.



E, finalmente, surge o edifício que torna a água uma escultura minimalista. As pedras cinzentas e o pequeno lago apenas existem para realçar o branco e azul da água e para revelar que os três elementos: Água, Terra e Ar se interpenetram no nosso olhar.



Arquivo