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20/02/2013

Nevoeiro

Chove, chove, chove... 
A acompanhar a natureza andam os nossos governantes que se vestem de um cinzentismo negro. A desumanidade trajada por este governo levou a ouvir-se no Parlamento a canção: Grândola Vila Morena que interrompeu o discurso do Primeiro Ministro, Passos Coelho. 
José Gil (filósofo) interpretou esse ato da seguinte forma:
Manifesta «o desejo de uma utopia prometida e nunca concretizada» (TSF). Será?

Simbolicamente o nevoeiro é associado a «um estado entre o real e o irreal»*.
Prefiro o nevoeiro à chuva porque após este vem a luz prometida do Sol, nosso astro maior.

 Hiroshi Senju, Floresta (2001), pintura japonesa com 79 metros de comprimento.

Hiroshi Senju, perspetiva de uma parte da Floresta.

Embora as águas límpidas abranjam o vasto
céu azul de Outono,
Como se podem elas comparar com a lua
enevoada numa noite de Primavera!
A maioria das pessoas quer a limpidez pura,
Mas por mais que se varra, não se consegue
esvaziar a mente.
Maezumi, iii

Hakuyu Taizan Maezumi, "The Hasy Moon of Enlightement: On Zen Practice III", L.A. ,1977, in Livro dos Símbolos, Reflexões sobre Imagens Arquetípicas, da Taschen, editor Katthleen Martin, 2012, p. 76.

*Hans Biedermann in, Dictionary of Symbolism, NY, 1994. Citação retirada do livro acima referido.


Hiroshi Senju nasceu em 1958, em Tóquio, no Japão. É professor da Universidade de Arte e Design de  Kioto, onde se doutorou no programa Fine Arts, em 1987. Em 1995 recebeu uma menção honrosa na quadragésima sexta Bienal de Veneza e outros prémios noutras cidades italianas, nos Estados Unidos e no Japão. Sobre Hiroshi Senju consulte-se o link assinalado.

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