O Outono é melancólico, as árvores despem-se, o chão torna-se dourado, começa o vento e a chuva ainda é miudinha, e... ainda está calor. A paleta de cores encanta, mas o tempo entristece. Foi assim, neste ambiente que encontrei um título, para mim, completamente desconhecido, de Vitorino Nemésio, Isabel de Aragão Rainha Santa. Uma Rainha, uma mulher enigmática, um esboço de um retrato elaborado por Vitorino Nemésio que nos diz: uma interpretação puramente biográfica da Rainha - uma obra de arte. Seja como for não perdemos o pé da História, não inventámos um único personagem ou facto: a nossa invenção é puramente psicológica. Não se pode fazer uma «vida» com as verbas avulsas dos arquivos. (p. 79).
O livro é dedicado
A
Afonso Lpoes Vieira,
Vizinho do castelo de Leiria e português velho
- este retrato de Mulher,
Pelo muito que o admiro.