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05/08/2025

Livros da Infância I - Memórias


Enid Blyton foi uma das minhas escritoras preferidas. Encontrei A Aventura na Ilha, da Editora Meridiano, s.d., na Feira de Velharias pela módica quantia de um euro e cinquenta cêntimos.

Finalmente, consigo ter este título e vou relê-lo com prazer! Li-o através da biblioteca fixa da  Biblioteca Calouste Gulbenkian. 



A coleção é composta por oito títulos.  Este foi o primeiro que li e recordo que gostei muito. (https://www.enidblyton.net/adventure-series/)

O ambiente de mistério, os lanches, os famosos scones constituem ainda uma memória viva!
Quando visitava a minha avó e havia um tempo de espaço para a leitura, lembro-me dos lanches que, aliados à leitura, superavam sempre as expectativas. 
Nas histórias havia sempre uma descrição gastronómica que acompanhava as aventuras. 

Hoje em dia, os livreiros têm um árduo trabalho, pois o mercado tem enfrentado uma concorrência cada vez mais acentuada, marcada por profundas transformações nos hábitos de leitura. 
A tradicional livraria de bairro teve que se adaptar a um cenário onde dominam as grandes superfícies, as cadeias multinacionais e as plataformas digitais. A comodidade das compras digitais, associada a campanhas promocionais agressivas e prazos de entrega rápidos, tem levado muitos leitores a preferir esta forma de aquisição de livros, em detrimento do atendimento personalizado das livrarias físicas, o que é pena!

Os livros da minha infância foram todos comprados nas livrarias tradicionais. Onde vivi só havia, na época (anos 60), duas livrarias e uma delas ainda acumulava a função de papelaria.

Agradeço a todos os livreiros tradicionais que ainda resistem, tendo em especial atenção as poucas livrarias que fazem parte do meu coração.

Com a cortesia do Youtube



25/06/2011

Homenagem

Um pai é a melhor coisa do mundo!


Quando descobrimos que o povo escolheu colocar o nome do nosso pai a uma rua é algo de extraordinário.

O meu pai era um sonhador e, apesar de ser activista político, nunca foi político. Praticou o bem mesmo prejudicando-se.

Bem haja a todos que dele se lembraram!

09/03/2011

Para a Luísa a história de um quadro

Para a Luísa a história dos quadros que escolhi para o Dia da Mulher.
O ponto de partida da escolha das telas foi o poema. Andei à procura de imagens e encontrei estas duas formas de ver a mulher que curiosamente foram pintados no mesmo ano. Esse facto atraiu-me.
O meu pai nasceu a 8 de Março e já não é vivo. Ele tinha um papagaio desde solteiro, oferecido por uma irmã, trazido do Brasil. O papagaio sobreviveu ao meu pai, vivia com a minha avó que foi uma mulher importante na minha vida. Vivi com ela a minha adolescência.
A minha avó ensinou-me a ser mulher e a mulher que me ensinou a ser está representada na primeira tela. O papagaio depois do meu pai se casar ficou com a minha avó, ele não o quis levar, tinha um grande amor pela mãe.
A segunda tela representa a forma mais comum dos artistas interpretarem a mulher e é a mulher que eu descobri alguns anos depois, e conscientemente há pouco tempo.
A primeira tela aproxima-se das mulheres que morreram pelo modo como está vestida e pela contemporaneidade.
E porque todas as mulheres do mundo se vestem e despem quer espiritualmente quer carnalmente achei que era a escolha perfeita.
Um quadro conta uma história, cada um interpreta à sua maneira!
Qual é a sua interpretação?
Gostei de a ver por cá, gosto muito do seu blogue.
Bjs, Ana! :)


La Cumparsita era uma das músicas preferidas dos meus pais que dançavam muito bem.
Como o meu pai a interpretava ao piano.

Uma interpretação mais erudita.

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