28/12/2013
Venturas
23/06/2013
Viagens...
Almeida Garret, Viagens na Minha Terra. Circulo de Leitores, 1987, p. 123.
12/10/2012
Chocolate
Há uns tempos confundi o filme Chocolate (realizado por Lasse Hallström) com A Fantástica Fábrica de Chocolate (realizado por Tim Burton). Tive a oportunidade de rever "Chocolate" e lembrei-me bem da diferença.
Audrey Hupburn uma das minhas atrizes favoritas afirmou:
(Imagem daqui)
Quando nos sentimos no deserto o chocolate é terapia!:))
18/05/2012
Dia dos Museus - Máximas pessoais
E porque os museus servem para educar o gosto, beber a beleza, fazer pensar e provocar - objectivos quanto a mim essenciais - aqui fica uma peça bastante irreverente.
Máximas pessoais:
- Foge:
2. Da sobranceria;
3. Da fraternidade casual.
Tenho alguns dos pecados que estão pintados nesta bela mesa* . Gostava de me focar no centro do universo dela:
*[avareza, soberba, gula, ira, inveja, preguiça e luxúria]
05/04/2012
Em torno das "Tentações"
Ao abrir na página 67, comecei a ler a história e estava tudo explicado. A tela de Bosch: Tentações de Santo Antão era a história que se ia contar.
Com grande desapontamento meu vi que não estava só, em frente das "Tentações" havia um copiador, com cavalete e tela, que estava a trabalhar. Não sei porquê, mas desagradava-me estar em companhia, teria gostado de ver o quadro sozinho. sem outros olhos que olhassem ao mesmo tempo que os meus, sem a presença ligeiramente incomodativa de um desconhecido. (...)
O pintor copiador só pintava detalhes e há dez anos que pintava "detalhes da Tentação". A solidão que o narrador pretendia não a teve mas aprendeu mais sobre o quadro do que todas as vezes que o revisitava sozinho.
Só aprendemos porque vivemos com os outros?
Ou nem sempre a solidão é a melhor forma de vermos o que pensamos que queremos ver?
Há sempre mestres mesmo quando pensamos que eles não estão presentes...
Agradeço à Cláudia, da Livraria Lumière, que me arranjou a 1ª edição deste livro. :)
26/02/2011
"La raison..."
Estas são as questões que me surgiram ao ler a citação de Victor Hugo que hoje faria anos. Nasceu em Besançon a 26 de Fevereiro de 1802 e faleceu em Paris em 1885.
Museu Nacional de Arte Antiga, LisboaLa raison, c'est l'intelligence en exercice ; l'imagination c'est l'intelligence en érection.
Victor Hugo Faits et croyances
Rameau -〈Platée〉"Soleil, fuis de ces lieux" (Acte 1, Scène 6) / Marc Minkowski
16/01/2011
A ração do céu
Óleo sobre madeira, 220 × 195 cm, Museu do Prado, MadridUma fábula poética e satírica onde o escritor "vem dizer que a guerra é o prolongamento da fome por outros meios, designadamente o da abundância". (Nota dos editores).
Tinham lhe dito que esse céu se distinguia do céu porque, quando queria era verde, e que, se o quisessem prender numa rede, se transformava em peixe, que era como uma ave, mas com asas muito pequenas, debaixo dos olhos, junto do bico e toda coberta de unhas sobrepostas e brilhantes.
Artur Portela (filho), A ração do céu, Lisboa: Editorial Notícias, 2001, p.14.
Lisa Markley sings and J. Paul Slavens plays piano
21/12/2010
Aceita o Universo

Aceita o universo
Como to deram os deuses.
Se os deuses te quisessem dar outro
Ter-to-iam dado.
Se há outras matérias e outros mundos —
Haja.
Alberto Caeiro, In Poemas Inconjuntos, In Poesia , Assírio & Alvim, ed. Fernando Cabral Martins, Richard Zenith, 2001
12/12/2010
Mas tu falas-me de países tão distantes
Óleo sobre madeira, 220 x 389 cm, Museu do Prado, MadridMas tu falas-me de países tão distantes.
E a minha força com as suas fontes
procura com o olhar os contornos dos montes.
Primeiro Livro, O Livro da Vida Monástica
Rainer Maria Rilke, O Livro de Horas, Lisboa: Assírio & Alvim, 2009, p.109
29/06/2010
Hieronymus Bosch.

Oil on panel 76.7 x 83.5 cm - Musee des Beaux-Arts, GhentHieronymus Bosch (Jeroen Anthoniszoon van Aken, c. 1450-1516) é um pintor complexo tal como Pieter Bruegel, o Velho que postei um dia destes. A profusão de personagens, as expressões simbólicas de cada uma tornam os seus quadros enigmáticos e requerem muitas horas de estudo.
Bosch viveu e trabalhou em 'sHertogenbosch, (Bois-le Duc), Holanda, local de onde retirou o seu nome. A cidade onde viveu era uma das quatro maiores cidades do ducado de Brabante que pertencia aos duques de Borgonha.
Notas retiradas de Walter Bosing, Hieronymus Bosch Entre o Céu e o Inferno, Taschen, 2001, p.76-78.
10/06/2010
Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas!
Ecloga V
Pastor Solo
XXXX
Já sobre hum seco ramo estava posto
o moucho com funesto, & triste canto:
Ao som delle o Pastor ergueo o rosto,
E vio a terra envolta em negro manto.
Quebrando entam o fio de seu gosto,
E o fio nam quebrando de seu pranto,
Por nam se descuidar de seu cuidado,
Levou para os curraes o manso gado.
29/04/2010
Hieronymus Bosch

Oil on panel, 57 cm x 32 cm, Kunsthistorisches Museum, Vienna, Austria."This rather unusual painting on the reverse of the Christ Carrying the Cross depicts a naked child pushing a walking-frame. This is the Christ Child, whose first halting steps clearly parallel Christ struggling with his Cross on the obverse, while the toy windmill or whirligig clutched in his hand probably alludes to the Cross itself. Thus Bosch gives us a touching picture of Christ in all his human frailty as he begins the road to his Passion."
Nota retirada daqui
17/04/2010
A Nave dos Loucos...
Huille sur bois, 58 x 33 cm, Musée du Louvre, Paris
Fragment du volet gauche d'un triptyque au centre perdu. Volet droit à Washington (La Mort de l'avare). Faces extérieures, en grisaille, à Rotterdam (Le Colporteur). Le tableau du Louvre, coupé en bas, se raccorde exactement à un autre fragment conservé à Yale (Allégorie de la gloutonnerie). Se répondent ainsi avarice et excès, deux aspects de la même folie pêcheresse qui éloigne de Dieu, l'excès étant incarné par une assemblée de gloutons et d'ivrognes voguant à leur perte comme des insensés.
Une promenade insolite
"Un groupe de dix personnages sont réunis dans une barque. Le groupe principal se compose d’un franciscain et d’une religieuse jouant du luth, assis face à face. Ils ont la bouche grande ouverte comme pour chanter mais semblent aussi essayer de mordre, comme leurs compagnons, une crêpe pendue au centre de la petite embarcation, allusion à une coutume folklorique qui consiste à manger une galette suspendue sans les mains. Derrière eux sont assis les deux nautoniers. L’un d’entre eux a, en guise de rame, une louche géante. L’autre tient en équilibre sur la tête un verre et brandit au bout de sa rame une cruche cassée. Aux extrémités, une femme, d’un côté, s’apprête à frapper avec une cruche un jeune homme retenant une gourde qui trempe dans l’eau. De l’autre, sur un gouvernail de fortune, un petit homme en habit de fou boit dans une coupe. A côté de ce dernier, un autre se penche pour vomir. L’assemblée est dominée par le mât surmonté d’un bouquet de fleurs au centre duquel est représentée une chouette ou une tête de mort. Au-dessus flotte une oriflamme avec le croissant de lune musulman. Une oie rôtie est suspendue au mât. La joyeuse compagnie semble à la dérive, un vaste paysage, au fond, s’étend à l’infini".





