Sophia de Melo Breyner Andresen, A Árvore, Lisboa:Figueirinhas, 1985,1ª edição, p.6 e 7.
(In)Cultura
"O que é ser-rio, e correr?" (Fernando Pessoa)
31/01/2026
O Cedro!
Sophia de Melo Breyner Andresen, A Árvore, Lisboa:Figueirinhas, 1985,1ª edição, p.6 e 7.
29/01/2026
Santa Ana!
Uma das minhas paixões é a Arte Sacra.
As peças que mais me encantam são o Menino Jesus, a Virgem e Santa Ana, em particular esta última, talvez por causa do nome que os meus pais escolheram para mim.
Recentemente, recebi um livro que me maravilhou: Sainte Anne et les Bretons, de Job an Irien e Y. P. Castel.
A obra aborda o culto de Santa Ana na Bretanha, explorando a sua importância histórica, cultural e espiritual. Ando a lê-lo com muito interesse e verdadeiro entusiasmo.
Obrigada a quem me ofereceu este livro, que tanto me tem enriquecido.
16/01/2026
"Novas regras para museus admitem censura em exposições"
Estaremos a pôr em causa a importância da arte e da sua mensagem? Estaremos a perder a liberdade?
23/12/2025
Cartão de Natal sublime!
Recebi este cartão de Natal da Galeria 111 que me tocou profundamente.
A beleza dos opostos!
O mundo cinzento em que vivemos, com governantes desumanos e de certa maneira loucos, representados pelas árvores cinzentas.
As árvores vermelhas, simbolizando o Natal e a alegria, crescendo de forma invertida, grito de alerta? Dor? Talvez misto de alegria e dor. E assim, passa mais um ano onde é difícil encontrar harmonia.
Obrigada Galeria 111 pela beleza que entrou pela minha janela.
06/10/2025
Parabéns para uma amiga!
Pó
Nas estantes os livros ficam
(até se dispersarem ou desfazerem)
enquanto tudo
passa. O pó acumula-se
e depois de limpo
torna a acumular-se
no cimo das lombadas.
Quando a cidade está suja
(obras, carros, poeiras)
o pó é mais negro e por vezes
espesso. Os livros ficam,
valem mais que tudo,
mas apesar do amor
(amor das coisas mudas
que sussurram)
e do cuidado doméstico
fica sempre, em baixo,
do lado oposto à lombada,
uma pequena marca negra
do pó nas páginas.
A marca faz parte dos livros.
Estão marcados. Nós também.
Pedro Mexia, in "Duplo Império"https://www.citador.pt/poemas/po-pedro-mexia
(até se dispersarem ou desfazerem)
enquanto tudo
passa. O pó acumula-se
e depois de limpo
torna a acumular-se
no cimo das lombadas.
Quando a cidade está suja
(obras, carros, poeiras)
o pó é mais negro e por vezes
espesso. Os livros ficam,
valem mais que tudo,
mas apesar do amor
(amor das coisas mudas
que sussurram)
e do cuidado doméstico
fica sempre, em baixo,
do lado oposto à lombada,
uma pequena marca negra
do pó nas páginas.
A marca faz parte dos livros.
Estão marcados. Nós também.
Pedro Mexia, in "Duplo Império"
Com a cortesia do youtube
24/08/2025
Livro- Leituras de Verão!
Adquiri o livro: O Pensamento Esotérico de Fernando Pessoa, ensaio de Yvette Centeno, da Coleção &etc na Livraria Lumière.
Admiro a inteligência de Yvette Centeno e sempre me atraiu e fascinou o esoterismo de Fernando Pessoa. Não é um assunto que domine, no entanto, desperta a minha curiosidade.
Assim a Lei é (1) descobrir o que somos, para que saibamos o que é que intima e verdadeiramente queremos, independentemente do que suppomos que queremos ou do que julgamos que devemos querer; (2) confornar todos os nossos pensamentos, emoções e impulsos com essa nossa intima e verdadeira vontade, por agradáveis que nos sejam,ou úteis que nos parecem, por isso que não são nossos, mas somente agradáveis e talvez úteis; (3), feito isso, recusar systematicamente toda a acção externa que não sirva os fins d'essa nossa verdadeira vontade, recusando-nos a ceder ás solicitações do chamado dever, ás chamadas da humanidade e aos receios do ridiculo e do maguante".
Yvette Centeno, O Pensamento Esotérico de Fernando Pessoa, Lisboa: &etc, 1990, p. 31
O livro foi editado em 1990 e teve uma tiragem de 500 exemplares. Congratulo-me por ter um deles.
Yvette Centeno faz uma leitura profunda e simbólica da obra de Pessoa, colocando em diálogo a poesia com tradições herméticas e iniciáticas. Desvenda a dimensão mística e transformadora na escrita pessoana. O poema Do Vale à Montanha está referenciado na página 30 do livro em epígrafe.

Do vale à montanha,
Da montanha ao monte,
Cavalo de sombra,
Cavaleiro monge,
Por casas, por prados,
Por quinta e por fonte,
Caminhais aliados.
Do vale à montanha,
Da montanha ao monte,
Cavalo de sombra,
Cavaleiro monge,
Por penhascos pretos,
Atrás e defronte,
Caminhais secretos.
Do vale à montanha,
Da montanha ao monte,
Cavalo de sombra,
Cavaleiro monge,
Por plainos desertos
Sem ter horizontes,
Caminhais libertos.
Do vale à montanha,
Da montanha ao monte,
Cavalo de sombra,
Cavaleiro monge,
Por ínvios caminhos,
Por rios sem ponte,
Caminhais sozinhos.
Do vale à montanha,
Da montanha ao monte
Cavalo de sombra,
Cavaleiro monge,
Por quanto é sem fim,
Sem ninguém que o conte,
Caminhais em mim.
Fernando Pessoa, Poesias. (Nota explicativa de João Gaspar Simões e Luiz de Montalvor.) Lisboa: Ática, 1942 (15ª ed. 1995). p.146. (Arquivo Pessoa)
18/08/2025
Para uma amiga. Mar. Manhã
Isabel, Parabéns e um dia muito especial!
https://www.getty.edu/art/collection/object/103RDJ
Obra Poética e em Prosa. Vol. I. Fernando Pessoa. (Introdução, organização, biobibliografia e notas de António Quadros e Dalila Pereira da Costa.) Porto: Lello, 1986. p. 157.
05/08/2025
Livros da Infância I - Memórias
Enid Blyton foi uma das minhas escritoras preferidas. Encontrei A Aventura na Ilha, da Editora Meridiano, s.d., na Feira de Velharias pela módica quantia de um euro e cinquenta cêntimos.
26/07/2025
White Bird e o mundo em que vivemos!
22/07/2025
La virgen roja!
Baseado numa história real, o filme: A Virgem Vermelha ocorre em 1931, durante a Segunda República Espanhola (1931-39) e narra a vida da escritora Hildegart Rodríguez.
Não há palavras para descrever a intensidade, a maldade, a frieza, o calculismo do amor (?) maternal perpassado na película.
A actriz Alba Planas Hildegart L. G. H. María del Pilar Rodríguez Carballeira
A Virgem Vermelha, realizado por Paula Ortiz, foi apresentado no Festival Internacional de Cinema de San Sebastián, em 2024, onde arrecadou o "Prémio Goya" para o Melhor Figurino.
14/07/2025
The Lost Flowers of Alice Hart
Rachel Ruysch, Posy of Flowers, with a Beetle, on a Stone Ledge, 1741
. Kunstmuseum Basel. Gift of Prof. J. J. Bachofen-Burckhardt Foundation, 2015
Flores Perdidas de Alice Hart é uma minissérie dramática que acompanha a vida de Alice, uma jovem marcada por uma infância traumática. Após a morte trágica dos pais, é acolhida pela avó, June, interpretada por Sigourney Weaver, numa quinta isolada onde vivem apenas mulheres. A série explora os segredos familiares, o impacto da violência doméstica e a jornada emocional de cura e descoberta pessoal.
https://www.primevideo.com/-/pt/detail/As-Flores-Perdidas-de-Alice-Hart/0PHUROHR9TF2PN5IT7779EJ9EJ
Com uma realização cuidada, paisagens arrebatadoras e uma banda sonora emotiva, a série convida o espectador a mergulhar numa história de dor, crescimento e libertação.
Mais do que um drama familiar, esta produção é um retrato poético sobre como as feridas do passado moldam o nosso presente — e sobre a possibilidade de florescer.
Gostei de ver Flores Perdidas de Alice Hart. A série tem 4,5 em 5 no Prime vídeo.
11/07/2025
"Saber mais"...
Não pude ficar imune a esta afirmação do historiador Vitor Serrão:
A busca de saberes torna as pessoas mais generosas e fraternas (... ou será essa mais uma utopia inalcançável?).
https://www.facebook.com/vitor.serrao.58/?locale=pt_PT
A pungência da sua interrogação ainda me causa mais admiração. Obrigada!
23/04/2025
Dia do Livro!
Um dos livros que li e me marcaram foi Coração Pensante, Ensaios sobre Israel e a Palestina,
de David Grossman
Olho para o resto das pessoas e vejo choque. Estupor. Um peso constante oprime os nossos corações. Dizemos e voltamos a dizer uns aos outros: é um pesadelo. Um pesadelo incomparável. Não há palavras para o descrever. Não há palavras para o conter. Vejo também um profundo sentimento de traição. A traição dos cidadãos pelo seu governo. [...] O que vimos foi o abandono deste país em benefício de interesses mesquinhos...
David Grossman, Coração Pensante, Ensaios sobre Israel e a Palestina, (tradução de Lúcia Liba Mucznik). Lisboa, D. Quixote, 2024,p. 15 e 16
11/04/2025
Um livro...
Encontrei este artista austríaco no Pinterest
29/03/2025
Eutanásia...
https://en.wikipedia.org/wiki/Adolf_Hir%C3%A9my-Hirschl
LAST POEM
(ditado pelo poeta no dia da sua morte)
É talvez o último dia da minha vida.
Saudei o sol, levantando a mão direita,
Mas não o saudei, para lhe dizer adeus.
Fiz sinal de gostar de o ver ainda, mais nada.
1920?
“Poemas Inconjuntos”. Poemas Completos de Alberto Caeiro. Fernando Pessoa. (Recolha, transcrição e notas de Teresa Sobral Cunha.) Lisboa: Presença, 1994, p.152.
25/03/2025
O mundo às avessas!
Anos vinte do século XXI, que mundo!
Nada se aprende com o tempo! Às vezes pergunto-me: para que serve a História?
Augustus Leopold Egg, Past and Present Number One, 1858, Tate Britain
Nothing Else Matters!
10/02/2025
A amizade não se procura...
Parabéns, Alexandra!
Votos de um resto de dia feliz e harmonioso.
24/08/2024
Um filme que me arrepiou por ser belo e simples!
Um filme que me comoveu!
O filme A família Bélier, realizado por Eric Lartigau é de 2014. Contudo é intemporal! A história é muito interessante e simples, passada numa família peculiar, pois os pais e o irmão são surdos-mudos e só a filha é que ouve. Mais não digo, aconselho vivamente a ver. Tem um actor que aprecio muito, Éric Elmosino.
O elenco do filme é composto por:
Karin Viard como Gigi BélierFrançois Damiens como Rodolphe Bélier
Éric Elmosnino como Thomasson
Louane Emera como Paula Bélier
Roxane Duran como Mathilde
Cortesia da wikipédia.
Je Vole, Louane Emera, canção de Michel Sardou (cortesia youtube)
Je Vole
Mes chers parents, je parsJe vous aime mais je pars
Vous n'aurez plus d'enfant
Ce soir
Je n'm'enfuis pas, je vole
Comprenez bien, je vole
Sans fumée, sans alcool
Je vole, je vole
Elle m'observait hier
Soucieuse troublée, ma mère
Comme si elle le sentait, en fait elle se doutait
Entendait
J'ai dit que j'étais bien, tout à fait l'air serein
Elle a fait comme de rien, et mon père dèmuni
A souri
Ne pas se retourner, s'éloigner un peu plus
Il y à la Gard, une autre gare et enfim, l'Atlantique
Mes chers parents, je pars
Je vous aime mais je pars
Vous n'aurez plus d'enfant
Ce soir
Je n'm'enfuis pas, je vole
Comprenez bien, je vole
Sans fumée, sans alcool
Je vole, je vole
J'me demande sur ma route
Si mes parents se doutent
Que mes larmes ont coulé
Mes promesses et l'envie
D'avancer
Seulement croire en ma vie
Tout ce qui m'est promis
Pourquoi, où et comment
Dans ce train que s'éloigne
Chaque instant
Qui me bloque la poitrine
Je ne peux plus respirer
Ça m'empêche de chanter
Je vous aime mais je pars
Vous n'aurez plus d'enfant
Ce soirJe n'm'enfuis pas, je vole
Sans fumée, sans alcool
Je vole, je vole
Je vole, je vole
19/08/2024
Leitura de Férias - Sugestão para uma amiga aniversariante
Para Emilia Matos E Silva,
Muitos parabéns! Desejo um dia muito feliz.
À minha frente tenho uma linda Inês de Castro que pintou. Todos os dias agradeço a sua generosiadade.
É tão verdade este trecho que nos faz pensar nas guerras que hoje sofremos.
Mario Escobar Golderos é formado em História e especializado em História Moderna.
Sinopse da contracapa do livro:
Saint- Malot
Foto: https://www.tourmag.com/Visiter-Saint-Malo-la-bonne-idee-_a115876.html
18/08/2024
Para uma amiga!
Parabéns, Isabel!
A CHAVE
E de repente
o resumo de tudo é uma chave.
A chave de uma porta que não abre
para o interior desabitado
no solo que inexiste,
mas a chave existe.
18/08/2023
Azul de Veneza para uma amiga!
Beijinho com as palavras de um amigo sobre Veneza. :))
Não posso achar Veneza nem decadente nem triste.03/08/2023
Um quadro, uma tela para breves instantes! (1)
02/08/2023
Thank You For Hearing Me!
Um voto de pesar a Sinead O' Connor, nunca a compreendi muito bem!
Todavia, as canções dela são lindas e a voz uma dádiva.
Penso que quando se nasce numa cultura e se rejeita essa cultura, algo não está bem.
O Homem é resultado do seu passado histórico...




















