Mostrar mensagens com a etiqueta Marcel Duchamp (1887-1968). Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Marcel Duchamp (1887-1968). Mostrar todas as mensagens

04/06/2015

"inteligência estética"

Fotografia tirada a uma reprodução (anos 90) dos “Cerceaux” disc - Rotoreliefs" de Marcel Duchamp (1935) da Fundação Eugénio Granell, Centro Galego de Arte Contemporânea de Santiago de Compostela.


Com alívio, abordou o último tópico da conferência: o que restava hoje da poesia e do jornalismo. como instituições fundadoras da inteligência estética e da consciência cívica do homem ocidental? A primeira exilara-se do sentimento, o segundo abdicara da objetividade. Reparem, disse, e sentiu que, pela primeira vez, se dirigira à assistência, reparem como a poesia contemporânea, poesia das coisas e dos atos humanos, pouco a pouco se foi perdendo da tradicional declinação dos sentimentos, o amor, a paixão, o ciúme, a inveja, a vaidade; e como, quase insensivelmente, continuando a invocar os estados de espírito ou comoções humanas, o seu olhar se virou para o exterior, como se o pensamento e as emoções fossem cada vez mais dependentes de um mundo que se tornou demasiado ocupado pelas coisas concretas, materiais e sensíveis. Ninguém, estava certo, tinha até então reparado nisso, e, parecia-lhe, nem um só dos assistentes estava disposto a começar a concentrar-se nessa sugerida rotação do eixo de trabalho poético na tradição ocidental. Ora, o jornalismo, continuou, seguiu um percurso inverso. O seu tradicional compromisso com a verdade implicava uma espécie de religião dos factos, cujo relato, em nada, ou muito pouco, dependia da especulação sobre os sentimentos humanos. Um crime passional interessava ao jornalismo pelas circunstâncias, procedimentos e averiguações que desencadeava, não pela intensidade, modulações e emoções que o motivara.

António Mega Ferreira, Hotel Locarno. Lisboa: Sextante, 2015, p. 38


28/07/2010

Marcel Duchamp - uma homenagem.

Duchamp que nasceu em Blainville-Crevon a 28 de julho de 1887.
x
Marcel Duchamp: "Elle a chaud au cul".

xLápis sobre uma reprodução de Mona Lisa


L.H.O.O.Q., ."readymade" feito em 1919. 19,7 x 12,4 cm, colecção particular

Pode ser criticável o que Marcel Duchamp fez, num postal, ao célebre quadro de Leonardo da Vinci. Com a sua atitude mostra irreverência, desafio da ordem, revela o inconformismo, como ele próprio sugere para não se conformar com o seu gosto. Em pleno movimento dadaísta ele resolveu agir sobre um "clássico" renascentista, o que chocou o mundo burguês conservador.
Pessoalmente, não é dos quadros do Leonardo da Vinci que mais aprecio mas é belo. Duchamp entusiasmou-me com a sua irreverência.

24/07/2010

Vinheta 7 - Marcel Duchamp!

A partir de hoje, e durante a próxima semana, a vinheta é dedicada a Marcel Duchamp que nasceu em Blainville-Crevon a 28 de julho de 1887 e faleceu em 1968 em Neully-sur-Seine.
x
Marcel Duchamp, Retrato de Jogadores de Xadrez, 1911
x
xÓleo sobre tela, 108 x 101 cm, The Philadelphia Museum of Art, Filadefia, EUA
x
Marcel Duchamp desistiu da pintura em 1915, deixou a França e foi para Nova Iorque. Ficou conhecido pela invenção dos ready-made, que são objectos utilitários industrialmente produzidos e transformados em arte, como fez com a escultura: O Chafariz, um urinol. Para tal, colocou-o numa base, datou-o e assinou-o.
A sua obra é inserida no Dadaísmo, de uma forma breve, era um movimento anti-artístico, provocativamente literário, divertidamente musical, radicalmente político (anti-parlamentar) e filosófico.
Pessoalmente gosto de algumas das suas pinturas como a que está acima representada que é cubista.
x
"Forcei-me a mim próprio a contradizer-me
para evitar conformar-me com o meu próprio gosto"
x
Marcel Duchamp
Notas retiradas de Dietmar Elger, Dadaísmo, London: Taschen, 2004, p.6 e 80.

Arquivo