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28/11/2016

Infernos, um livro que veio da minha primeira visita à nova Lumière

Na nova Lumière fui muito bem recebida, como sempre. O espaço é fantástico, a luz é dominante, ou não se chamasse assim a livraria. Ao fundo, a galeria de escritores. Uma cadeira, um café e a companhia agradável da Cláudia e da Alexandra Ribeiro. Muito acolhedora esta livraria, já o era no passado, agora é mais porque nos oferece um espaço maior.
De lá trouxe o livro que ando a ler: Infernos de Jean Genet. Um livro poético,  lucidamente amargo, uma auto-crítica? Não sei se será, mas é um livro em que o escritor faz um ajuste de contas consigo e com o mundo marginal de que fazia parte.  






Não há - nem mesmo tu - quem te perdoe a beleza. Não há - e mesmo tu - quem saiba fazer mais do que desatar a rir perante as maldições indeslindáveis que te deixam melancólico. Serás em breve só a memória da tua beleza. Dela restará o canto, e depois o canto deste poema que abandonas, e talvez mais longe «esta ideia de miséria infinita». Trabalha. Manifesta brilhantemente aquilo que o mundo já condenou em ti e não os astros. (...)

Jean Genet, Infernos, Fragmentos. (Tradução e prefácio de Aníbal Fernandes). Lisboa: Hiena Editora, 1990, p. 38

... Já passaram 25 anos que morreu Freddie Mercury.


31/08/2016

O último dia de Agosto

Vazio
O último dia de Agosto
No último dia resta sempre um vazio, do que não se fez..., do tempo que passou, do relógio com horas vagarosas; da lentidão morna do Verão quente. 
O último dia de Agosto
pesa sobre os nossos olhos, sobre a nossa cabeça livre... de obrigações, de acordar todos os dias à mesma hora, de percorrer os mesmos caminhos; solta o grito desesperado de que não termine.
O último dia de Agosto
é como o café vazio, com encontros por realizar, promessas por cumprir, bebidas por tomar, tertúlias por concretizar, lembranças por gravar. 
O último dia de Agosto
é apenas o último dia de féria(s), nostalgia. 

UNHA E CARNE
Cavaquear sobre nós laboriosamente atados,
sendo que a unha, em certos casos,
se parte a rir;
à corda contudo pesam
sonhadas situações de rutura.

Günter Grass, Sobre a Finitude.(Tradução João Bouza da Costa).Lisboa: D. Quixote, 2016, p. 152

Agradeço a todos a presença simpática, logo que possa retribuirei os comentários.

02/07/2016

As Fontes, diálogo


Diálogo, leia-se verso do lado esquerdo, da Sophia, seguido do verso do lado direito. A Sophia que me perdoe.

AS FONTES

Um dia quebrarei todas as pontes                            e    chegarei às águas límpidas
Que ligam o meu ser, vivo e total,                             do amor depurado,
À agitação do mundo do irreal,                                 fresco
E calma subirei até às fontes.                                    tornadas realidade.

Irei até às fontes onde mora                                       a saudade
A plenitude, o límpido esplendor                                encontrarei o amor
Que me foi prometido em cada hora,                          e momento,
E na face incompleta do amor.                                    marcado em cada hora.

Irei beber a luz e o amanhecer,                                   que apanharei
Irei beber a voz dessa promessa                                 que guardarei na memória
Que às vezes como um voo me atravessa,                  e me apunhala
E nela cumprirei todo o meu ser                                natureza íntima.

Sophia de Mello Breyner Andresen, in Poesia I. (Arquivo Casa Fernando Pessoa)


14/01/2016

escondia palavras

Viver dentro de um livro e fazer parte da sua beleza faria esquecer a intranquilidade dos dias. 
Afonso Cruz oferece-nos essa beleza numa Enciclopédia da Estória Universal editada pela Alfaguara em 2015.


ISA 
escondia palavras dentro de bocados de pão e depois atirava-os aos pássaros, e era assim que as suas palavras voavam por cima da sua aldeia, como fazem as nuvens carregadas de poemas quase a chover.
*p. 14* 


Em especial para a minha amiga Graça


HUXLEY, ALDUS
tinha medo das flores, porque elas cheiram bem e a Humanidade não. 
*p. 41*


Dois Senhores em memória

Obrigada a todos que me visitam, logo que possa virei agradecer individualmente.

04/08/2015

"mirando a las estrellas"

Encontrei esta fotografia num prospecto na Universidade de Direito de Alcalá de Henares. Junto tinha esta citação de Oscar Wilde:

Todos vivimos en el fango, pero algunos lo hacemos mirando a las estrellas.

Fotografia de Chema Madoz  daqui 




 Chema Madoz, nome artístico, cujo nome é José Maria Rodríguez Madoz nasceu em Madrid em 1958, tirou o curso de fotografia na Universidade Complutense de Madrid e recebeu alguns prémios.

05/09/2011

Telegrama para Freddie Mercury: Bom dia Freddie!

Freddie Mercury fez parte da minha adolescência e uma das músicas que mexem comigo é esta:





Já quase no fim da vida a energia de Freddie contagiou-me sempre.




Porque adoro David Bowie e Annie Lenox



05/09/2010

Queen - Freddie Mercury

Homenagem a Freddie Mercury que nasceu a 5 de Setembro de 1946 e faleceu a 24 de Novembro de 1991. Os Queen fizeram parte da minha adolescência e Freddie era a alma do grupo.
Bohemian Rhapsody


A morte não é o fim!

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