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16/11/2020

Para um amigo

 Mil parabéns 

e  uma vida plena de novos olhares!

Uma dia muito feliz.:)) 


https://www.bertrand.pt/livro/porto-meu-joao-meneres/23677932





12/02/2017

Em torno do beijo

Francesco Hayez, O beijo, 1859, Pinacoteca de Brera, Milão

Detalhe retirado do Guia da Pinacoteca de Brera

Wikipédia

O beijo uma tela de Hayez, romântica no cenário, na emoção e no brilho azul celeste do vestido.
A luz emana da mulher; a sombra da figura masculina projecta-se no enlace fulgoroso, na pujança varonil; a fragilidade e a doçura feminina exaltam a entrega. Modelos intemporais.

O que estou a ouvir:

29/10/2015

casa portuguesa

Casa portuguesa, Óbidos



Numa casa portuguesa fica bem
pão e vinho sobre a mesa.
Quando à porta humildemente bate alguém,
senta-se à mesa co'a gente.
Fica bem essa fraqueza, fica bem,
que o povo nunca a desmente.
A alegria da pobreza
está nesta grande riqueza
de dar, e ficar contente.

Quatro paredes caiadas,
um cheirinho á alecrim,
um cacho de uvas doiradas,
duas rosas num jardim,
um São José de azulejo
sob um sol de primavera,
uma promessa de beijos
dois braços à minha espera...
É uma casa portuguesa, com certeza!
É, com certeza, uma casa portuguesa!

No conforto pobrezinho do meu lar,
há fartura de carinho.
A cortina da janela e o luar,
mais o sol que gosta dela...
Basta pouco, poucochinho p'ra alegrar
uma existéncia singela...
É só amor, pão e vinho
e um caldo verde, verdinho
a fumegar na tijela.

Quatro paredes caiadas,
um cheirinho á alecrim,
um cacho de uvas doiradas,
duas rosas num jardim,
um São José de azulejo
sob um sol de primavera,
uma promessa de beijos
dois braços à minha espera...
É uma casa portuguesa, com certeza!
É, com certeza, uma casa portuguesa!


Reinaldo Ferreira (filho)

Poema eternizado por Amália Rodrigues e outros fadistas.

Porque é um dos fados que menos gosto, apesar da excelente letra, optei pela Serenata de Carlos Paredes.



Para celebrar os 35 anos de carreira de Rui Veloso aqui fica Paredes e Rui Veloso em Porto Sentido.
Claro, é para o João Menéres para a sua rubrica "Porto Meu".

Publicada hoje num breve intervalo após o comentário do Rogério. Sim, as letras do Carlos Tê são maravilhosas. Foquei Reinaldo Ferreira porque me pareceu que casava melhor com a fotografia. 

Quem vem e atravessa o rio
Junto à serra do Pilar
Vê um velho casario
Que se estende ate ao mar

Quem te vê ao vir da ponte
És cascata, são-joanina
Erigida sobre o monte
No meio da neblina.

Por ruelas e calçadas
Da Ribeira até à Foz
Por pedras sujas e gastas
E lampiões tristes e sós.

E esse teu ar grave e sério
Dum rosto e cantaria
Que nos oculta o mistério
Dessa luz bela e sombria

[refrão]

Ver-te assim abandonada
Nesse timbre pardacento
Nesse teu jeito fechado
De quem mói um sentimento

E é sempre a primeira vez
Em cada regresso a casa
Rever-te nessa altivez
De milhafre ferido na asa

Carlos Tê


(1992)

27/05/2015

Porto, ecos de uma geração. Porto Sentido e "Goa"

A ida ao Porto teve como objectivo ver esta  exposição: 
ecos de uma geração, o homem e a cidade, no Museu Soares dos Reis mas primeiro que tudo conhecer o João Menéres.


João Menéres um dos fotógrafos dos ecos de uma geração junto das suas fotos.


Uma das fotos  do João que me encantaram. Do catálogo.

A Paula Rêgo podia ter pintado uma tela inspirada nesta fotografia

Sala de exposição, panorama geral.

Um dia bem passado, um dia entre amigos.

Obrigada João, Cláudia, Alexandra e M.

Estive com as minhas amigas Cláudia e Alexandra Ribeiro. Conheci a M.
A malandra da Alexandra escondeu-se. A Cláudia também tentou mas eu ainda a apanhei.:))
Livraria Lumière

Ao almoço estivemos três mulheres a saborear a deliciosa comida portuense com um copo de vinho branco verde para nos refrescarmos dos 29 graus, mas desse momento não tenho registo.


Porto, o Casario.


Quando cheguei a casa tinha uma surpresa do Amigo Henrique Antunes Ferreira 
à minha espera:
Goa chegou até mim. Obrigada. Um dia destes a rã voltará aqui.


Também trarei mais apontamentos do Porto.
PORTO  SENTIDO

Quem vem e atravessa o rio
Junto à serra do Pilar
vê um velho casario
que se estende até ao mar

Quem te vê ao vir da ponte
és cascata, san-joanina
erigida sobre um monte
no meio da neblina.

Por ruelas e calçadas
da Ribeira até à Foz
por pedras sujas e gastas
e lampiões tristes e sós.

E esse teu ar grave e sério
num rosto e cantaria
que nos oculta o mistério
dessa luz bela e sombria

[refrão]
Ver-te assim abandonada
nesse timbre pardacento
nesse teu jeito fechado
de quem mói um sentimento

E é sempre a primeira vez
em cada regresso a casa
rever-te nessa altivez
de milhafre ferido na asa


Carlos Tê e Rui Veloso


01/04/2013

Horas e imagens

As horas são primordiais, 
cadenciam o dia, 
orientam o homem, 
marcam a História,
criam o tempo.
[Os sublinhados do texto são  meus].

As Horas* (título meu)
Palácio Atlântico (cerâmica de Jorge Barradas) 
fotografia [do livro] de João Menéres, 


Horas de todos os tempos*
fotografia [do livro] de João Menéres 



[Um belo]  encontro com o Porto, livro de João Menéres 
(27-03-2013)
Obrigada João.

(...)
Na Arte há um encanto que não se sabe.
Procura-se a razão e não sabemos continuar.
A fotografia é uma das Artes mais novas. Arte do Homem moderno.
Um desejado princípio técnico e científico: o registo da impressão
luminosa. Não demorou que o Homem entendesse aí outro processo 
de Arte. O Homem é assim.

A certeza da Arte do João Menéres vem de uma experiência
contínua, de exaltação e enlevo de imaginação.
João Menéres sabe transmitir o fascínio da fotografia.
O seu mundo, perspectivas de sonho, irrepreensíveis e inesperadas.
 A sua obra, como uma continuaão de si próprio.
Fernando Lanhas

* In, João Menéres, encontro com o Porto, 2001, 1ª edição, s/nº p.

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