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18/05/2019

Para Memória e Imagens

Parabéns. Memórias e Imagens.
Uma paisagem para a Margarida.

Salgueiro com as suas folhas românticas a cheirar o rio Nabão.



Margarida aqui tem um link para visitar.

https://i2.wp.com/virusdaarte.net/wp-content/uploads/2017/08/musesos.jpg


30/08/2018

Um dia bem passado- Castelo Branco I

As férias são aproveitadas para ler, descansar e reencontrar os amigos, neste caso a Isabel.
Há muito que prometia ir visitá-la, o momento chegou e a minha amiga proporcionou um dia muito agradável onde o riso, a conversa e a cultura tiveram lugar.

Obrigada, Isabel! 

Castelo Branco - A Torre do Relógio



Um dos caminhos que calcorreámos foi para o Centro Cultural de Castelo Branco que tinha uma exposição sobre ilustração e ilustradores - VIII Bienal Internacional de Ilustração para a Infância. Ali havia beleza, originalidade quer dos trabalhos apresentados, quer da forma como estavam expostos aos olhares dos visitantes.

Gostei de muitas ilustrações, aqui deixo uma pequena mostra. 

Ilustradores Italianos



Ilustrador belga

Ilustradora portuguesa


Exposição de Ingrid Godon, ilustradora belga, com uma mostra de 100 trabalhos.




22/05/2018

Homenagem a Júlio Pomar e a António Arnaut

A minha escolha para homenagear Pomar recaiu na ilustração de D. Quixote de la Mancha... talvez porque há pouco tempo esta obra esteve presente numa discussão.

Esta imagem foi retirada da  Biblioteca Nacional Digital. Fez parte de uma exposição que infelizmente não visitei, Ilustradores de Dom Quixote, realizada para comemorar o IV centenário da publicação de Don Quijote de la Mancha, obra editada, em 1605, em Madrid e, logo a seguir, ainda no mesmo ano, em Lisboa. A Biblioteca Nacional associou-se à comemoração da efeméride com a exposição: ver aqui.
Júlio Pomar, Ilustração
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Mudar o mundo, meu amigo Sancho, não é loucura, não é utopia, é justiça!
Cervantes, D. Quixote de La Mancha
https://www.mensagenscomamor.com/trechos-dom-quixote



A António Arnaut

Se Penso, Existo

Se penso, existo; se falo, existo para os outros, com os outros. 
A necessidade é o lugar do encontro. Procuro os outros para me lembrar que existo. E existo, porque os outros me reconhecem como seu igual. Por isso, a minha vida é parte de outras vidas, como um sorriso é parte de uma alegria breve.
Breve é a vida e o seu rasto. A posteridade é apenas a memória acesa de uma vela efémera. Para que a memória não se apague, temos que nos dar uns aos outros, como elos de uma corrente ou pedras de uma catedral.
A necessidade de sobrevivência é o pão da fraternidade.
O futuro é uma construção colectiva.


António Arnaut, in 'As Noites Afluentes' 
( Retirado do citador)


Para o pai do SNS (Serviço Nacional de Saúde), o Dr. António Arnaut, que ouvi algumas vezes em palestras, deixo este Requiem.




Aproveito para agradecer a todos a Vossa presença amiga.

15/04/2017

"formoso dia"

Porque os importunamos?


Os coelhos estão escondidos nas tocas. Os ovos da Páscoa ainda não chegaram por isso é com este olhar de peixe que desejo a todos uma
Páscoa Feliz!



Amanheceu o sol neste formoso dia mais arraiado que nunca, acrescentando tantos raios a seus naturais resplendores, quantos tinha eclipsado e escondido no dia da Paixão: e que é o que achou no mundo o mesmo sol, ou quando nasceu no Oriente, ou quando se foi pôr no Ocaso? Quando nasceu achou a terra orvalhada das lágrimas da Madalena, como se ela fora a aurora daquele dia: Mulier, quid ploras?


Trecho do Sermão da Primeira Oitava da Páscoa, na Igreja Matriz da Cidade de Belém, do Grão-Pará, 1656, de Padre António Vieira. (cap.I).


09/01/2017

Um destino, a História, 2 marcos e mundos diferentes

Talvez seja polémica a minha homenagem por juntar dois rostos tão antagónicos. Contudo, o primeiro a quem presto aqui homenagem existiu e construiu-se  a combater o segundo.
Dois homens que marcaram quatro décadas, influenciaram meio século e estiveram em actividade política exactamente 42 anos: contando ao primeiro (de forma livre) a partir de 1974 a 2017 e ao segundo a partir de 1926 (ministro das Finanças) a 1968. Dois rostos incontornáveis na História de Portugal.


                      Retrato presidencial de Mário Soares,
                         Júlio Pomar, 1992    (Wikipédia)                                     António de Oliveira Salazar
                                                                                                                         (Wikipédia)
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Felizmente, vivi mais tempo em democracia do que em ditadura. Contudo, lembro-me destes dois mundos, do que se estudava na escola, das mentalidades e da ruptura que constituiu viver num e noutro.
Cabe-me agradecer ao Dr. Mário Soares ter tido a coragem que teve, ter optado por construir a sua vida como a construiu e ter feito de Portugal uma democracia.


10/03/2016

Agradecimento

A todos agradeço a presença.
Peço desculpa pela minha ausência. 
A clausura é necessária e inevitável.


27/01/2016

Dia Internacional das Vítimas do Holocausto

Não esquecer o  Holocausto  para que não se repita, é o mote aqui deixado. 
Nunca o homem desceu tão baixo, próximo dos instintos mais animalescos. Aliás, julgo que nem os animais se comportariam assim, a não ser os predadores com fome. Perguntei, pergunto, perguntarei sempre: como foi possível?

Crianças judias com tigelas de sopa no gueto de Varsóvia.
Varsóvia, Polónia, por volta de 1940.

— Instytut Pamieci Narodowej
Crianças judias com tigelas de sopa no gueto de Varsóvia. Varsóvia, Polônia, por volta de 1940.

http://www.ushmm.org/outreach/ptbr/media_ph.php?MediaId=615


Foto de uma menina internada no Centro Infantil Kloster Indersdorf. O objetivo era o de ajudar a localizar membros de sua família que por acaso houvessem sobrevivido à Guerra. As fotos de crianças judias e não-judias eram publicadas em jornais para ajudar na reunificação de famílias separadas pela Guerra. Alemanha, depois de maio de 1945. *

 US Holocaust Memorial Museum
Foto de uma menina internada no Centro Infantil Kloster Indersdorf.  O objetivo era o de ajudar a localizar membros de sua família que por acaso houvessem sobrevivido à Guerra.  As fotos de crianças judias e não-judias eram publicadas em jornais para ajudar na reunificação de famílias separadas pela Guerra. Alemanha, depois de maio de 1945.

* http://www.ushmm.org/outreach/ptbr/media_ph.php?MediaId=794



Lacrimosa, pelas vítimas, e pelas mágoas dos que tiveram que reaprender a viver

12/12/2015

O POEMA É UM CUBO...




O POEMA É UM CUBO DE GRANITO

O poema é um cubo de granito,
Mal talhado, rugoso, devorante.
Roço com ele a pele e o negro da pupila,
E sei que por diante
Tenho um rasto de sangue à minha espera
No caminho dos cães
Em vez da primavera.

 José Saramago, Provavelmente Alegria, Lisboa: Caminho, 1985.


Uma caixinha de música sempre me fez lembrar um cubo mágico
daí o trocadilho: Flauta Mágica, ouça-se e veja-se Papagena, Papageno.

24/01/2015

A criança que pensa em fadas

Remédios Varo, Trovador, 1959

María de los Remedios Alicia Rodriga Varo y Uranga nasceu em 1908 em Anglès, Espanha 
e faleceu em 1963 na Cidade do México,  México.


A CRIANÇA QUE PENSA EM FADAS E ACREDITA NAS FADAS

A criança que pensa em fadas e acredita nas fadas
Age como um deus doente, mas como um deus.
Porque embora afirme que existe o que não existe
Sabe como é que as cousas existem, que é existindo,
Sabe que existir existe e não se explica,
Sabe que não há razão nenhuma para nada existir,
Sabe que ser é estar em algum ponto
Só não sabe que o pensamento não é um ponto qualquer.


Alberto Caeiro, Poemas Inconjuntos, Lisboa: Presença, 1994, p. 137.

08/01/2015

Homenagem

A Georges Wolinski, Jean Cabut - o Cabu, Stephane Charbonnier - o Charb e Tignous e a todos os que pereceram por satirizarem e/ou defenderem o pensamento livre: em nome da liberdade.

Imagem daqui
Candles are lit in Paris in memory of the 12 victims

Em nome da liberdade de imprensa, homenagem à equipa do semanário
Charlie Hebdo, Paris, 7-01-2015

A liberdade de expressão é o coração da humanidade
Salman Rushdie

15/10/2014

Flauta Mágica e Marionetas

Sempre me encantaram as marionetas. Encontrei virtualmente uma ópera de marionetas na cidade alemã de Lindau (lago Bodensee) na Baviera. Não fora a presente austeridade económica seria um destino a equacionar.:(
Escolhi o elenco de uma das primeiras óperas que ouvi e que é uma das preferidas.

Flauta Mágica

Wolfgang Amadeus Mozart, Opera in two acts, KV 620, Libretto: Emanuel Schikaneder 

PRODUCTION TEAM: Puppet construction: Bernhard Leismüller Puppet heads: Sebastian Demmel Costumes: Bernhard Leismüller Stage sets: Bettina Hummitzsch Director: Ralf Hechelmann 

PRODUCTION: This production deliberately distances itself from the countless attempts to interpret the work in its more than two hundred years of history. The Lindau "Magic Flute" is set in Fairyland, partly because the genre of fairytales makes deliberate use of breaches of logic and paradoxes to quite literally enchant audiences. Everyone in the audience can and should find and invent their own story in the Magic Flute.





Lindau (wikipédia)
Lindau Insel Luftbild3.jpg


04/05/2014

Aprazíveis diálogos I

Inicia-se hoje uma nova rubrica: aprazíveis diálogos. Partindo do Norte, o João, do Grifo Planante, enviou a belíssima fotografia acompanhada com o texto da sua lavra.
Obrigada, João!
À(s) mãe(s) um dia feliz repleto de rosas!*

João Menéres, Noite de S. João


Tranquilamente a grande noite de S. João cai sobre a Cidade.
Nas margens o burburinho  da multidão entusiasmada já se fazia sentir.
O tabuleiro superior da Ponte Luiz I enchia-se de gente, indiferente à passagem do Metro.
Eu, num rabelo transformado em barco de turismo, também indiferente ao jantar que se estava já a servir, só queria viver de forma diferente essa noite tão distinta de outra noite qualquer.
Olhava extasiado para as margens que me abraçavam.
Do lado do Porto, tinha o recorte denteado da muralha fernandina, a cúpula do Paço Episcopal...
Ao fundo, já adivinhava a clarabóia do Palácio da Bolsa e a Igreja de S. Francisco.
As gaivotas, ignorando que era a grande noite, a noite que só teria fim de madrugada quando os rapazes e as moçoilas mergulhassem nas águas da Atlântico, lá para a Foz do Douro, as gaivotas, dizia, recolhiam aos seus habituais poisos nocturnos.
A noite estava cálida : tinha dispensado o habitual orvalho.

Os ranchos cantavam

Por ti meus olhos andaram
Durante a noite perdidos,
De manhã fui dar com eles
Dentro dos teus...escondidos

S. João fica contente
Ao escutar as cantigas...
Que são a alma da gente
Na boca das raparigas...

João Menéres
(Texto e fotografia)
Exultate, jubilate* Mãe: exultação


Stabat Mater dolorosa* Mãe: dor

27/04/2014

soneto do amor e da morte - Homenagem

Em homenagem a Vasco Graça Moura. 

José Coelho/Lusa, 
A 31 de janeiro deste ano, Vasco Graça Moura foi homenageado pela Gulbenkian, 
Expresso



soneto do amor e da morte


quando eu morrer murmura esta canção
que escrevo para ti. quando eu morrer
fica junto de mim, não queiras ver
as aves pardas do anoitecer
a revoar na minha solidão.


quando eu morrer segura a minha mão,
põe os olhos nos meus se puder ser,
se inda neles a luz esmorecer,
e diz do nosso amor como se não


tivesse de acabar, sempre a doer,
sempre a doer de tanta perfeição
que ao deixar de bater-me o coração
fique por nós o teu inda a bater,
quando eu morrer segura a minha mão.

Vasco Graça Moura, in "Antologia dos Sessenta Anos"


19/03/2014

Uma pintura que casa bem com arrependimento

Mistakes :((
James Joyce, cortesia do Google
***

Uma das minhas escolhas da exposição de Paisagem Nórdica do Museu do Prado 
patente no Museu Nacional de Arte Antiga até dia 30 de Março.

Claude Gellée, dito Claude Lorrain, Paisagem com monja mercedária, 1636-1639


«Esta monja foi identificada como Santa Maria de Cervelló, cofundadora do ramo feminino da ordem mercedária. No entanto, não consta que viveu eremita, mas sim que viveu toda a sua vida em Barcelona, o que permitiria identificar a figura com a Beata Mariana de Jesus, que viveu retirada numa pequena casa com um horto, nas imediações do convento das mercedárias de Madrid, onde entrou em 1613».
Registo retirado da informação exposta na exposição do MNAA.





15/01/2014

Livros, o deleite da alma - V, Denis Huisman

Outro livro recebido no Natal.

O belo não tem existência física. [Será?]
Benedetto Croce in,
Denis Huisman, A Estética. Lisboa: Edições 70, 2013, p. 83

BOTTICELLI, Angel with embroidered stole, detail from the Madonna of the Pomegranate,1487, Galleria degli Uffizi, Florença


06/12/2013

"la capacité à servir les autres"- Homenagem

Em homenagem a Nelson Mandela (18 de Julho de 1918 - 5 de Dezembro de 2013)

Paul Lovering, Nelson Mandela



«L’honnêteté, la sincérité, la simplicité, l’humilité, la générosité, l’absence de vanité, la capacité à servir les autres – qualités à laportée de toutes les âmes- sont les véritables fondations de notre vie spirituelle.» 

Nelson Mandela, Extrait de Conversations avec moi-même, Le Figaro

08/11/2013

A liberdade mede-se nas palavras e a magia na água...

A magia na água


Um écran é o motor estimulante do pensamento. Dos lábios saem guerras inúteis e palavras mordazes... A luz e a sombra, ou a luminosidade e as trevas, que importa?
O acaso, ou o caos, desequilibra a harmonia: surge o eco, num destino não combinado. A discussão cai no vazio porque só prevalece uma ideia. De que serve então o estímulo? Ou a reflexão?
A liberdade é estrangulada, está metida num contador, na primeira gaveta, na segunda, ou na décima terceira. Não interessa é um número que não tem rosto. É fácil meter numa gaveta uma corrente fabricada ao sabor do acaso cujos elos se desgastam e partem...
A liberdade mede-se nas palavras e a magia na água.


10/10/2013

Felicidade (?)

No século XXI subsiste a falta de liberdade e de auto-determinação...          Peter Burke, Register, 2003, Buda Parque 

 «Polícias chineses alegadamente abriram fogo sobre manifestantes no Tibete, causando 60 feridos, anunciaram hoje organizações não-governamentais que denunciam uma repressão contra os tibetanos na região. Os manifestantes estavam concentrados no domingo no distrito de Biru para exigir a libertação de um homem detido por alegadamente se ter recusado a içar a bandeira da China, indicou a organização Free Tibet. "As forças de segurança começaram a bater nos tibetanos, causando feridos, depois recorreram a gás lacrimogéneo e dispararam cegamente no meio da multidão", acrescentou a mesma organização sedeada no Reino Unido». 
Destak, 9-10-2013 (on-line)







Acredito que o objetivo da nossa vida seja a busca da felicidade.
 Isso está claro. Quer se acredite em religião ou não, 
quer se acredite nesta religião ou naquela, 
todos nós buscamos algo melhor na vida. 
Portanto, acho que a motivação da nossa vida é a felicidade.

Dalai Lama -Tenzo Gyatso,  A Arte da Felicidade (citador)


 

01/06/2013

"Era uma grande estrela de papel"

O olhar rente ao chão: cardos, apesar de picarem podem ser belos



BRINQUEDO

Foi um sonho que eu tive: 
Era uma grande estrela de papel, 
Um cordel 
E um menino de bibe. 

O menino tinha lançado a estrela 
Com ar de quem semeia uma ilusão; 
E a estrela ia subindo, azul e amarela, 
Presa pelo cordel à sua mão. 

Mas tão alto subiu 
Que deixou de ser estrela de papel. 
E o menino, ao vê-la assim, sorriu 
E cortou-lhe o cordel.

 Miguel Torga in Diário, vol. II

30/05/2013

O espectro da fome

A tela: Os Comedores de Batatas de Van Gogh é impressionante pelo simbolismo que contém. 
Não obedece aos meus padrões de beleza. Contudo, tem algo de belo como a luz que o autor conseguiu captar.
As últimas notícias sobre o número de famílias que passam fome, não comendo nada pelo menos uma vez por semana, chocou-me.

O sol não nasce para todos,
e quando nasce morre quase de imediato.

Vincent Van Gogh, os Comedores de Batatas, 1885, Museu Van Gogh, Amesterdão 
[Wikipedia]
File:Comedores de batatas, van gogh.jpg


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