Mostrar mensagens com a etiqueta José Malhoa. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta José Malhoa. Mostrar todas as mensagens

20/11/2014

À Ribeira encosto a cabeça

Carlos do Carmo galardoado.                                                                        José Malhoa, O Fado, 1910

Ao volante, um tempo de recolha interior, na companhia do rádio, recebi a notícia da boa nova, já esperada, um português homenageado com um grammy e com ele também o fado.

No caminho para casa ouvi as 35 vozes cantar: Lisboa Menina e Moça e a deixa para a levar a todos os cantos do mundo onde houvesse portugueses. 
Assim, dedico-a a uns amigos que, apesar de longe do país, me visitam.
Por ordem alfabética:
Catarina (Canadá); Pedro (Macau) e Sandra (Holanda).

«Lisboa, Menina e Moça, um poema de José Carlos Ary dos Santos, Joaquim Pessoa e Fernando Tordo com música de Paulo de Carvalho, que se tornou um tema emblemático de Lisboa, do Fado e da carreira de Carlos do Carmo».
Iniciativa da Rádio Comercial.

No castelo, ponho um cotovelo
Em Alfama, descanso o olhar
E assim desfaz-se o novelo
De azul e mar
À ribeira encosto a cabeça
A almofada, na cama do Tejo
Com lençóis bordados à pressa
Na cambraia de um beijo

Lisboa menina e moça, menina
Da luz que meus olhos vêem tão pura
Teus seios são as colinas, varina
Pregão que me traz à porta, ternura
Cidade a ponto luz bordada
Toalha à beira mar estendida
Lisboa menina e moça, amada
Cidade mulher da minha vida

No terreiro eu passo por ti
Mas da graça eu vejo-te nua
Quando um pombo te olha, sorri
És mulher da rua
E no bairro mais alto do sonho
Ponho o fado que soube inventar
Aguardente de vida e medronho
Que me faz cantar

Lisboa menina e moça, menina
Da luz que meus olhos vêem tão pura
Teus seios são as colinas, varina
Pregão que me traz à porta, ternura
Cidade a ponto luz bordada
Toalha à beira mar estendida
Lisboa menina e moça, amada
Cidade mulher da minha vida

Lisboa no meu amor, deitada
Cidade por minhas mãos despida
Lisboa menina e moça, amada
Cidade mulher da minha vida

25/09/2010

Fado Malhoa

Hino ao fado após ter visto um programa sobre o Fado na RTP 1, apresentado por Carlos do Carmo.
Gosto de fado e este tem a particularidade de focar um pintor e a sua interpretação de Severa, a primeira mulher fadista segundo se consta.
x
José Malhoa, Fado, 1910

Óleo sobre tela, 1,51m x 1, 86 m, Museu da Cidade, Lisboa, Portugal

Fado Malhoa, Amália Rodrigues


Poema de José Galhardo, música de Frederico Valério

FADO MALHOA

Alguém que Deus já lá tem
Pintor consagrado,
Que foi bem grande
E nos fez já ser do passado,
Pintou numa tela
Com arte e com vida
A trova mais bela
Da terra mais querida.

Subiu a um quarto que viu
A luz do petróleo
E fez o mais português
Dos quadros a óleo
Um Zé de Samarra
Com a amante a seu lado
Com os dedos agarra
Percorre a guitarra
E ali vê-se o fado.

Dali vos digo que ouvi
A voz que se esmera
Dançando o Faia banal
Cantando a Severa
Aquilo é bairrista
Aquilo é Lisboa
Aquilo é fadista
Aquilo é de artista
E aquilo é Malhoa.

15/06/2010

Luz e sombra na Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves


A actual Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves é a antiga casa do pintor José Malhoa que foi adquirida em 1932 pelo médico e doada ao Estado Português após a sua morte, em 1969.

O projecto da casa é do arquitecto Norte Júnior datado de 1904-05, foi mandada construir pelo pintor José Malhoa para casa de habitação e atelier de trabalho. A casa obteve o Prémio Valmor em 1905 e insere-se na arquitectura Arte Nova. São de particular interesse os azulejos (colocarei um dia destes), os vitrais, o ferro forjado do qual destaco o trabalho do portão que é uma borboleta.
x
Ultimamente os meus pensamentos têm ido ao encontro da intersecção da luz e sombra. Daí que tenha escolhido dois vitrais da casa.

Vtral do atelier de José Malhoa, Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves
Vitral da sala de jantar da Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves, Paris, França -1905

Societé Artistique de Peinture sur Verre, ND des champs Paris

Arquivo