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03/11/2014

Vivemos... e afecto para uma amiga.

*Vivemos sem pedir licença...      [respondo] /  Nascemos sem pedir para nascer...
* in,  Os Gatos não têm vertigens, um filme de António Pedro Vasconcelos.

Afecto para uma amiga que interligo com os pensamentos veiculados pelo filme de António Pedro de Vasconcelos visto recentemente. Existem momentos que valem a pena ser vividos.
Há sempre um dia especial em que revemos a nossa vida, hoje é o da Margarida, 
do Memórias e Imagens. Parabéns e um dia  muito feliz! **

Cornelis van Haarlem , A Queda do Homem, detalhe (Adão e Eva), 1592, Rijksmuseum, Amesterdão
(Wikimédia Commons)
[A escolha da imagem está de acordo com a minha ligação ao filme: 
seremos estes dois bichos enternecedores?]

File:Cornelis Cornelisz. van Haarlem - The Fall of Man - Monkey, Cat, Frog, Hedgehog (detail),.jpg

Uma história improvável..., mas não impossível, e como tal bela. 


Aconselho a ver o filme.


CLANDESTINOS DO AMOR

Vivemos sempre sem pedir licença
cantávamos cantigas proibidas
Vencemos os apelos da descrença
que não deixaram mágoas nem feridas

Clandestinos do Amor, sábios e loucos
vivemos de promessas ao luar
Das noites que souberam sempre a pouco
sem saber o que havia para jantar

Mas enquanto olhares para mim eu sou eterna
estou viva enquanto ouvir a tua voz
Contigo não há frio nem inverno
e a música que ouvimos vem de nós

Vivemos sem saber o que era o perigo
de beijos e de cravos encarnados
Do calor do vinho e dos amigos
daquilo que para os outros é pecado

Tu sabias que eu vinha ter contigo
pegaste-me na mão para dançar
Como se acordasse um sonho antigo
nem a morte nos pode separar

Nós somos um instante no infinito
fragmento à deriva no Universo
O que somos não é para ser dito
o que sente não cabe num só verso

Enquanto olhares para mim eu sou eterna
estou viva enquanto ouvir a tua voz
Contigo não há frio nem inverno
e a música que ouvimos vem de nós.

Ana Moura
**Para a Margarida com o desejo de um dia muito feliz!
Uma flor, duas, três,
múltiplas...
caídas no regaço:
o cravo, a rosa e a túlipa,
a libélula e a borboleta,
cantam a uma só voz:
- Que este dia seja renovação plena!

Ambrosius Bosschaert (1573–1621),Still-Life of Flowers (1614) Wikipédia


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