Gosto de janelas e das paisagens que se vêem através das janelas. Daí trazer estas duas telas.
Janelas de Karen Hollingsworth
Para mim, estas janelas representam o quotidiano tranquilo, aquele que ninguém pode estragar. O silêncio, o livro aberto largado, os livros em cima da mesa, o gato, tudo é perfeito para que se retome o momento.
Pintura fotográfica? Talvez, mas é pintura.
No livro que comecei a ler sobre Amadeo de Souza-Cardozo de Mário Cláudio, intítulado Amadeo encontrei este trecho que inicia o livro:
A Casa é uma teoria volumétrica por entre a vegetação, maior do que todo o Mundo, impossível de arrumar. Por torres e telhados se levanta, paredes de cal alternando com panos de muralha...
Mário Cláudio, Amadeo. Lisboa: Círculo de Leitores, 1984, p. 7.
Mário Cláudio, Amadeo. Lisboa: Círculo de Leitores, 1984, p. 7.
O registo fez-me lembrar este jogo volumétrico cortado pelas janelas, também elas com volumetria própria...
É incrível mas regressamos sempre a Casa, a casa que nos formou, a casa que nos criou.
À minha avó que hoje faria anos e com a qual vivi uns tempos.
...uma canção que me cantava

