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28/04/2026

Para que serve a história?

Rainha Santa Isabel,

 uma interpretação que existe na Casa das Senhoras Rainhas (hotel),Óbidos 

Óleo sobre tela,  autor? 
Achei graça à interpretação que fizeram da Rainha Santa Isabel como uma menina. Nunca a tinha imaginado assim, apesar de se ter casado com D. Dinis quando teria cerca de 11 anos.


Santa Isabel de Portugal, Retrato idealizado 
criado por Francisco de Zurbarán, c.1635, Museu do Prado

https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Santa_Isabel_de_Portugal.jpg


Para que serve a história?
Este pequeno livro foi escrito contra os que pensam que a utilidade da história está nas lições que podem ser retiradas do passado. É que nem o passado pode dar lições, nem existe dissociado das questões que lhe colocamos situados no nosso próprio tempo. [...] não existe nada pior numa relação como passado do que tratá-lo como um depósito de factos ou figuras, de situações ou de processos transparentes, prontos a ser transformadod em doutrina para explicar o presente.

Diogo Ramada Curto, Para que serve a história?,Lisboa:Tinta da China, p. 15 (introdução) 

Cortesia do youtube


08/12/2014

A Imaculada e a coroa

Após um comentário de um anónimo, que acabei por tirar devido à descortesia do mesmo, aqui fica alguma explicação/introdução com os títulos a bold.

O rei e a padroeira de Portugal
D. João IV coroou a Imagem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa como Rainha e Padroeira de Portugal durante as cortes de 1646, prometendo-lhe em seu nome, e dos seus sucessores, o tributo anual de 50 cruzados de ouro. Ordenou o mesmo soberano que os estudantes na Universidade de Coimbra, antes de tomarem algum grau, jurassem defender a Imaculada Conceição da Mãe de Deus.

Trecho de um sermão sobre a Imaculada Conceição e a Universidade de Coimbra.

Na Historia Seráfica Chronologica da Ordem de S. Francisco na Província de Portugal, Fr. Fernando da Soledade dá conta do muito que “trabalharão e conseguirão [os filhos de S. Francisco] em applauso da Conceyção puríssima da Senhora”, de modo que, como diz, “não houve Bispado, Cabido ou Congregação aonde os nossos Frades não procurassem que se fizesse à Mãy de Deus semelhante obsequio” (p. 619). Nessa sequência, “intentarão mover a el Rey D. João IV que era devotíssimo deste Santo mysterio, a que o jurasse e fizesse jurar pellos Estados do Reyno. E para disporem melhor esta notável empreza, diligenciarão com o próprio Monarca ordenasse à universidade de Coimbra não desse grão a sugeyto algum sem o tal juramento". 
Prof. Doutor Fernando Taveira da Fonseca, A Imaculada Conceição e a Universidade de Coimbra Link

Francisco de Zurbarán, Imaculada Conceição, 1630-1635 
Museu do Prado Madrid

Um sermão onde se verifica a devoção pela futura padroeira.
(...), Verdade, mansidão e justiça vos hão de levar adiante, Vossas armas serão victoriosas, e vosso Reyno eterno. Que tudo vos está prometendo a soberana Raynha do Ceo, ó mãy de Deos com a assistência que faz a vossa mão direita, que se com essa mão aveis de mover a espada, que esta divina Senhora ajudarvo la a mover. Seja assi, Senhora, seja assi, e eu vos prometo em nome de todo este Reyno, que elle agradecido levante hum tropheo a Vossa Imaculada Conceição, que vencendo os séculos, seja eterno monumento da Restauração de Portugal.
 In BNP- Digital - do seguinte Sermão:



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