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14/01/2012

Discurso estéril - Alçada Baptista

Detalhe de O Desterrado, Soares dos Reis, 1872


Museu Soares dos Reis, Porto




Tenho que retomar o peso e a medida da palavra humana, quanto mais não seja para dizer com clareza que estamos a matar as almas à custa de pôr o homem a falar em voz alta e a fazê-lo viver desse discurso estéril. Que estamos a cair numa astenia geral, numa sociedade de fantasmas que, à custa de dizer palavras perderam a linguagem do ser. Gostaria de tentar redescobrir as ribeiras subterrâneas e as orações secretas que se diziam baixinho, as meias palavras que evocavam o estofo misterioso do tempo, as palavras segregadas dos amantes que comunicavam talvez a pulsação do cosmos, talvez a linguagem e o silêncio de Deus.

António Alçada Baptista, Os Nós e os Laços, Lisboa: Editorial Presença, 1985, p. 127.

12/01/2012

Através dos seus olhos

Olhar, Festa de S. Francisco Xavier, Old Goa




(...) um olhar duma imensa inocência sobre o mundo. Através dos seus olhos, tudo parecia bom...
António Alçada Baptista, Os Nós e os Laços, Lisboa: Editorial Presença, 1985, p. 97.



Pena é perder-se o olhar!

O virtuosismo de Jeff Beck




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