08/04/2010
07/04/2010
Beethoven - Emperor Concerto
Glenn Gould plays Beethoven's Fifth Concerto, the second movement, Adagio un poco mosso, in his very own way, under the baton of Karel Ancerl
06/04/2010
Vergílio Ferreira - Carta ao Futuro!
Depois de passar pela Casa Improvável, lembrei-me de colocar este trecho, uma das facetas de Vergílio Ferreira.
Auguste Toulmouche, The Letter.
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Colecção privadax
"Meu amigo:
Escrevo-te para daqui a um século, cinco séculos, para daqui a mil anos... É quase certo que esta carta te não chegará às mãos ou que, chegando, a não lerás. Pouco importa. Escrevo pelo prazer de comunicar. Mas se sempre estimei a epistolografia, é porque é ela a forma de comunicação mais directa que suporta uma larga margem de silêncio; porque ela é a forma mais concreta de diálogo que não anula inteiramente o monólogo. Além disso, seduz-me o halo de aventura que rodeia uma carta: papel de acaso, redigido numa hora intervalar, um vento de acaso o leva pelos caminhos, o perde ou não aí, o atira ao cesto dos papéis e do olvido, ou o guarda entre os sinais da memória. Por sobre tudo, porém, agrada-me falar desde o centro deste Inverno e desta cidade mortal que me cercam. Ouço as vozes subterrâneas à alegria mecânica, aos passos cronometrados, à azafama de nervo e esquecimento que adivinho ao longe, numa metrópole-síntese construída em arame e cimento, e é bom que essas vozes ressoem na minha boca".
xEscrevo-te para daqui a um século, cinco séculos, para daqui a mil anos... É quase certo que esta carta te não chegará às mãos ou que, chegando, a não lerás. Pouco importa. Escrevo pelo prazer de comunicar. Mas se sempre estimei a epistolografia, é porque é ela a forma de comunicação mais directa que suporta uma larga margem de silêncio; porque ela é a forma mais concreta de diálogo que não anula inteiramente o monólogo. Além disso, seduz-me o halo de aventura que rodeia uma carta: papel de acaso, redigido numa hora intervalar, um vento de acaso o leva pelos caminhos, o perde ou não aí, o atira ao cesto dos papéis e do olvido, ou o guarda entre os sinais da memória. Por sobre tudo, porém, agrada-me falar desde o centro deste Inverno e desta cidade mortal que me cercam. Ouço as vozes subterrâneas à alegria mecânica, aos passos cronometrados, à azafama de nervo e esquecimento que adivinho ao longe, numa metrópole-síntese construída em arame e cimento, e é bom que essas vozes ressoem na minha boca".
Vergílio Ferreira, Carta ao Futruro, Lisboa: Bertrand, 2003, p.98 (1ª edição 1958)
05/04/2010
À procura de um céu negro encontrei a luz de Hieronymus Bosch!
No Céu Negro!
Hieronymus Bosch, Ascesa dei Beati all'Empireo, c. 1490. (Detalhe)
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Olio su tavola, 86,5 x 39,5 cm, Palazzo Grimani di Santa Maria Formosa, Venezia
No Céu Negro
Não é usado o adjectivo escuro
ou obscuro
que o poema se escurece
ele possui a sua escuridão
uma noite que
o esconde e molha no céu negro
Gastão Cruz, Escarpas, Lisboa: Assírio & Alvim, 2010, p.79
04/04/2010
A Ressurreição - Gregório Lopes
A Ressurreição é um dos temas que terminam a Semana Santa. Uma visão de um pintor português.
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Gregório Lopes, Ressurreição de Cristo, 1539-1541
Museu Nacional de Arte AntigaProveniência: Mosteiro de Santos-o-Novo (Lisboa) (N.º INV: 1175)
Páscoa com Josefa de Óbidos!
Há uns tempos visitei a exposição Natureza Morta dois séculos da sua história, na Fundação Calouste Gulbenkian. Gostei da exposição, hoje, Domingo de Páscoa, achei que era uma bonita homenagem colocar Josefa de Óbidos num dia em que os amigos ou/e as famílias se reunem.
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Gulbenkian. Josefa de Óbidos, Natureza-morta, c.1676
Biblioteca Municipal Braamcamp Freire
La Wally em "Single Man"!
Sábado fui ver Um Homem Singular (Single Man). Gostei bastante do filme mas achei-o triste. A vida passa tão a correr que não a apanhamos como deviamos!
Colin Firth faz uma excelente interpretação na pele do Professor George Falconer.
O filme tem um bom gosto enorme, as cenas aparecem com naturalidade e o intimismo é respeitado. Tom Ford merece os parabéns!
A música que acompanha o filme é lindíssima. Vou investigar sobre os seus compositores. A minha escolha recaíu em La Wally, de Alfredo Catalani, que é uma ária (IV acto) que gosto muito. La Wally num belo momento!
Colin Firth faz uma excelente interpretação na pele do Professor George Falconer.
O filme tem um bom gosto enorme, as cenas aparecem com naturalidade e o intimismo é respeitado. Tom Ford merece os parabéns!
A música que acompanha o filme é lindíssima. Vou investigar sobre os seus compositores. A minha escolha recaíu em La Wally, de Alfredo Catalani, que é uma ária (IV acto) que gosto muito. La Wally num belo momento!
02/04/2010
Gastão Cruz
OXIMOROS PARA UMA AUSÊNCIA
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Como é possível que o silêncio pare
e o som não regresse?
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Gastão Cruz, Escarpas, Lisboa: Assírio & Alvim, 2010, p. 60
Coloquei est música porque me pareceu ser um bonito silêncio. Talvez não seja boa esta interpretação e Cortazar seja um músico vulgar mas gostei.
Ernesto Cortazar ("Beethoven's Silence")
Páscoa Feliz!
Andei à procura de postais da Páscoa e encontrei aqui. Feliz Páscoa!

01/04/2010
Among the Wasps silence...!
Amongs the wasps silence, twelve dozen haikuby a portuguese bum , é um livro editado on-line na SMASHWORDS EDITION, por Eduardo Ribeiro. Contem haikus em inglês um género literário que estudou em Bashô e outros poetas japoneses.
"The Portuguese were the first westerners to contact extensively with Japanese culture and society (at Tanegashima in 1543), and a mutual attraction still exists.
My love of Japanese art is some forty years old. Soon in my life I was attracted by the very complex apparent simplicity in ikebana, origami, sumi-e and, of course, haiku".
Eduardo Ribeiro
My love of Japanese art is some forty years old. Soon in my life I was attracted by the very complex apparent simplicity in ikebana, origami, sumi-e and, of course, haiku".
Eduardo Ribeiro
Ciprestes, árvores espirituais!
À procura de algo que ninguém pensasse hoje, encontrei estes ciprestes.
Gosto de Modigliani e desta pintura, em particular. Erguidos em direcção aos céus os ciprestes elevam tudo o que há de melhor entre nós.
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Amadeo Modigliani, Cypress Trees and Houses,Midday Landscape
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31/03/2010
O Beijo de Judas!
30/03/2010
Willelm Hammershoi
29/03/2010
Giotto pormenor!
Giotto é um pintor e arquitecto da Baixa Idade Média que admiro. Gostei do pormenor da Entrada de Cristo em Jerusalém que JAD colocou no Prosimetron.
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Giotto. Christ Entering Jerusalem. Detail, 1304-1306.
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28/03/2010
27/03/2010
Em torno de La Tour!
Gosto muito de Georges de La Tour e já tive o privilégio de ver algumas das suas telas. Gosto particularmente do jogo: sombra / luz.
A luz que ele reflectiu no rosto deste jovem cantor é magnífica e encanta-me.
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Georges La Tour, The Young Singer, c. 1650.
Oil on canvas. The Leicester City Museum, Leicester, UK
À volta de um rosto...do Adão a Eva, do amor!
Ao passar pela Casa Improvável encontrei esta bela pintura. O pensamento corre... um homem, uma mulher, as paixões, as relações, o amor, o vazio, tudo contido neste quadro e no texto de Camus que pode ver se clicar em Antífona.
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Dino Valls, Antífona , 1994
AS PAIXÕES DA ALMAART. 40 - Qual é o principal efeito das paixões
Porque é necessário notar que o principal efeito de todas as paixões nos homens é o incitarem e disporem a alma a querer as cousas, preparando para isso o seu corpo: de sorte que o sentimento do medo o incita a querer fugir, o da ousadia, a querer combater, e assim por diante.
Descartes, Discurso do Método & Paixões da Alma, Lisboa: Sá da Costa Editora, p. 106
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Gostava de saber dominar este campo, o do amor!
25/03/2010
Sakura, As cerejeiras em flor numa primavera adormecida.
24/03/2010
Histórias... Irene Lisboa!

Fauno. No jardim do lado há um fauno. Há bocado estive encostada à janela e achava que copiava a cómoda atitude do fauno: ombro apoiado, uma perna descansada na outra…Pois aquele fauno tem uma história muito curta. Apesar do seu ar de vetustez enganar, de aparentar idade naquele poiso… Não deixa de ser elemento deste jardim, há apenas um ano! Vi colocarem-no lá, com a sua primitiva e honesta cor de barro. Depois é que o pintaram de branco.
A sua história, afinal, é o ser de barro e parecer de mármore e de ser recente e parecer antigo. Uma história sem entrecho.
Irene Lisboa, Solidão, notas no punho de uma mulher, Lisboa: Editorial Presença, Vol II, p. 59-60.
A sua história, afinal, é o ser de barro e parecer de mármore e de ser recente e parecer antigo. Uma história sem entrecho.
Irene Lisboa, Solidão, notas no punho de uma mulher, Lisboa: Editorial Presença, Vol II, p. 59-60.
23/03/2010
O Sonho ou os sonhos, pinturas de Kurosawa!
Um Senhor oriental que sonha e pinta o que vai na alma. Se observarmos há pontos de contacto entre estes desenhos/pinturas e as de William Blake. Nunca tinha pensado nisto nem conhecia as pinturas de Kurosawa. Redescobrir um homem e aprender de novo. Um brinde aos sonhos!
Retirado daqui
DREAMS — I Fly “My Shadow Calls Me”
DREAMS — I Fly “Starry Sky”
DREAMS — Sunshine Through The Rain “The Field: A Rainbow Goes Away From Me”
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