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03/12/2015

"como câmara de eco"

Talbot Hughes, ECHO, 1900, daqui


Ninguém espera de nós a solução de um problema, o consolo de um bom conselho, a conclusão feita da experiência. Todos nos querem usar como câmara de eco da sua completa solidão e ouvi-los é apenas estar ali como uma espécie de espelho que lhes devolve o movimento dos lábios, mas não o som que eles emitem.A vida é um filme mudo, às vezes a cores, mas mudo, irremediavelmente mudo.

António Mega Ferreira, A Blusa Romena. Lisboa: Sextante, 2008, p 212.

 

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