Uma iniciativa interessante e que entra pelos olhos dentro. Entre as várias criações - que podem ver no link abaixo registado - escolhi esta por achar que a ligação à livraria é perfeita, para não falar na simbologia em causa. Precisamos de luz para viver inteligentemente.
Fotografia de Cláudia Ribeiro - Reparem como as luzes estão acesas, no lado direito.
O Clube de Criativos de Portugal existe há 16 anos e tem como objectivo premiar o que de melhor se faz em criatividade comercial em Portugal.
Nesse sentido, o Clube lança anualmente um tema que, em 2015, envolve o convite às livrarias icónicas de Lisboa e Porto na integração do projecto. No Porto, trata-se da INCM, Leitura Bulhosa, Poetria e Lumière.
Num tempo em que a urgência impera no tom e na forma, "URGENTE É A POESIA" impôs-se como tema, porque é urgente a inspiração, a renovação e a arte, que a rotina - ou o mercado -, nos vai fazendo esquecer ou que, cada vez mais, é urgente contrariar.
A forma encontrada para materializar esse conceito, foi a criação de um laço entre o Design e as livrarias, tornando-as no objecto da intervenção. Ou, por outras palavras, a Poesia do Design serve de mote para a atribuição de montras de livrarias a designers e ateliers nacionais que nelas trabalharam, alguns dos profissionais mais reconhecidos nesta área.
Partindo e valorizando a literatura poética disponível em cada livraria intervencionada, esta parceria visa, para além da promoção dos artistas envolvidos, a das próprias livrarias, chamando a atenção do público para as suas montras e induzindo-o para a descoberta e compra dos livros.
A vertente do vitrinismo é assim assumida como forma de comunicação e captação do interesse e do olhar de quem por elas passa.
Ver aqui o projecto Livraria Lumière Gosto de contrastes e é assumidamente entre estes dois mundos: o da criatividade comercial e o da arte pura que trago aqui alguma luz.
A arte puramente pela arte- foi com alegria que recebi os raios de Sol da Myra.
Luz incandescente [título meu]
URGENTE É A POESIA: Iosif Landau é poeta e irmão da pintora Myra Landau. No link assinalado encontra mais poesia. ERA UMA VEZ
Meus doze anos, calças curtas, pele luminosa, seda do oriente, olhos castanhos, cerejas maduras, perfume de macieira, inocência.
Como a mãe em vigília, dias escorrem em silêncio, a grama por onde ando esconde meus passos, estrelas longe do meu alcance, visões, idéias e pensamentos em minha mente flutuam, mão do destino guia.
Lendas de reis e princesas, Excalibur e a Dama do Lago, abrem as portas da casa escura, flautas e oboés, Puck dança, flores surgem da terra, visão floresce, ela deitada ao meu lado, encanto
Meu rosto vincado, mapa do meu passado, vida de longo caminho, já fui criança, mãe, me abraça.
Se não fosse a "Lumière" não tinha descoberto este cantor : Calogero Joseph Salvatore Maurici, conhecido como Calogero é um cantor francês. Entre a canção e a declamação poética a fronteira é ténue.