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09/08/2011

O mundo do avesso - o direito do mais forte à liberdade

Nos úitimos dias acordámos com o mundo do avesso. A força da violência esmaga, dita uma liberdade vazia de conteúdo.

O céu é cinzento em Londres e as estrelas não brilham. A noite avança e o terror instala-se.

À crise económica junta-se a crise de valores, aqui só o mais forte tem direito à liberdade, uma liberdade amarga.



Uma fábrica/ ou armazém que resistiu a duas guerras morre através da malvadez.



Fotografia retirada do google








É caso para lembrar Cruzeiro Seixas - O sonho



Detalhe o Sonho de Cruzeiro Seixas

O SONHO É UM PESO IMENSO PARA A
FRAGILIDADE DA PALAVRA...

Artur do Cruzeiro Seixas, O espírito das coisas invisíveis
Catálogo da exposição Loja das Quasi, 2008-2009




06/08/2011

Do Amor - Cruzeiro Seixas

Cruzeiro Seixas desenho de uma tapeçaria de Portalegre, AMOR SUBLIME



Exposição na Reitoria da Universidade de Lisboa, 2010.


AMOR


A preto e branco

entrelaçamos as mãos

e as pernas

e tornamo-nos num só.



***
Há anos que não ouvia isto...




23/11/2010

A Verdade... entre o silêncio

Ontem vi a entrevista de Judite de Sousa a um ex-casapiano. Fez-me impressão a dor que ainda se observa na fisionomia do rapaz. Não confio na justiça ou pelo menos sou menos crente.
Assolaram-me uma série de associações, nada interligado... Abomino a violência, o desrespeito, o abuso do mais forte sobre a fragilidade.
A sensibilidade não existe nestes meios. É um mundo que desconheço e o qual não imagino, felizmente. Custou-me ver aquele jovem que não nomeio porque julgo que ele precisa de paz e de "silêncios" para se reencontrar. Há no entanto, uma particularidade que me espantou e não compreendo, ele ainda via como um pai a pessoa que o conduziu para uma vivência dolorosa.
Depois deste desabafo só me lembrei do poema de Fernando Pessoa: Achar a Montanha e da tinta da china de Cruzeiro Seixas: A Terra e o Céu.
Que do Céu chovam cavaleiros da justiça e que da Terra se procure a luz da verdade. E que a verdade tenha um sentido duplo.
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Cruzeiro Seixas, A terra e o Céu, tinta da china sobre papel Retirada daqui
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A Montanha por Achar

A montanha por achar
Há-de ser quando a encontrar,
Um templo aberto na pedra
Da encosta onde nada medra.

O santuário que ter,
Quando o encontrar, há-de ser
Na montanha procurada
E na gruta ali achada.

A verdade, se ela existe,
Ver-se-á que só consiste
Na procura da verdade
Porque a vida é só metade.

Fernando Pessoa, In Poesia 1931-1935 e não datada , Assírio & Alvim, ed. Manuela Parreira da Silva, Ana Maria Freitas, Madalena Dine, 2006

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