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16/05/2013

"César deve morrer"

«Arte é a Melhor Expressão da Liberdade»

Desde que conheci a arte a cela tornou-se uma prisão.
Expressão utilizada por Cosimo Rega  (Cassio) um condenado a prisão perpétua.

"César deve morrer" foi o grande vencedor do festival de Berlim no ano de 2012 . É um filme  dos irmãos Paolo e Vittorio Taviani. Recebeu o Urso de Ouro e trata-se de uma adaptação da obra "Júlio César", de Shakespeare. A interpretação foi levada a cabo por prisioneiros e os cenários passam-se   na prisão de Rebibbia, uma prisão de alta segurança.
Um filme que me deixou em silêncio. Prémios.

Associei a morte peremptória de César à pintura de Arnold Böcklin, Medusa, (c. 1878)  por causa da intriga,

File:Medusa.jpg
Acerca do filme os irmãos Taviani disseram que era:
"o relato da descoberta do poder da arte por homens que vivem uma tragédia, não apenas pelos delitos que cometeram, como pela vida dura na prisão".

Fotografias cortesia do Google
Cesare deve morire (Foto: Divulgação)




22/11/2012

As Idades do Mar - exposição na Gulbekian

Não sei se já deixei um registo da minha paixão pelo mar... Das árvores sabem que sim. 
Do mar  vem o gosto pela aventura, pelo mistério, vem a minha nostalgia, a minha ânsia de viajar.
O mar é de todos e não é de ninguém... mesmo que os homens desenhem fronteiras. 

“O mar é uma entidade física imensa que ocupa sete partes da totalidade do globo terrestre, espaço fascinante e enigmático que propicia riquezas materiais e grandiosas divagações do espírito”
João Castel-Branco Pereira (Diretor do Museu Gulbenkian)

Joaquín Sorolla no Cartaz da Exposição 
e escultura "A Primavera, Homenagem a Jean Goujon" , 1939, de Alfred-August Janniot


Da Exposição: 
«O Museu Gulbenkian apresenta uma exposição centrada nas representações físicas e simbólicas do Mar ao longo de quatro séculos da pintura ocidental (séculos XVI-XX), por artistas como Turner, Friedrich, Ingres, Guardi, Bocklin, Constable, Lorrain, Monet, Courbet, Klee, Dufy, De Chirico, Manet ou Van Goyen, entre muitos outros. A pintura portuguesa estará representada por nomes como Amadeo, Vieira da Silva, Sousa Lopes, Noronha da Costa, António Carneiro ou João Vaz. 
Com curadoria de João Castel-Branco Pereira, diretor do Museu Gulbenkian, a exposição desenvolve-se em seis núcleos distintos: A Idade dos Mitos; A Idade do Poder; A Idade do Trabalho; A Idade das Tormentas; A Idade Efémera; A Idade Infinita». 

Todas as imagens e informações foram retiradas do seguinte site:
Museu Calouste Gulbenkian
[os autores das fotografias estão identificados no referido site]

A Idade dos Mitos
Arnold Böcklin, (1827-1901). Tritão e Nereida. 1877.
Têmpera sobre papel, montado sobre painel de madeira. 44,5 x 65,5 cm. Museum Oskar Reinhart am Stadtgarten, Winterthur. (site da Fundação Calouste Gulbenkian)


A Idade do Poder
Autor não identificado. “Martírio de Santa Úrsula e das Onze Mil Virgens” do Retábulo de Santa Auta. c. 1522. Óleo sobre painel de madeira . 93 x 192,5 cm . Museu Nacional de Arte Antiga, Lisboa


A Idade do Trabalho
William Bradford (1823-1892). "Pescadores Junto à Costa do Labrador". Sem data. Óleo sobre tela. 52 x 82,5 cm. Coleção Carmen Thyssen-Bornemisza em depósito no Museo Thyssen-Bornemisza, Madrid .

A Idade dos Tormentas
Maria Helena Vieira da Silva (1908-1992). “História Trágico-Marítima ou Naufrage”. 1944. “Óleo sobre tela”. 81,5 x 100 cm., Lisboa.
( Tela já colocada no Prosimetron a 17 de Agosto de 2010)


A Idade Efémera
Claude Monet (1840-1926). “Hôtel des Roches noires. Trouville”. 1870. Óleo sobre tela. 81 x 58 cm. Paris, musée d’Orsay, doação de Jacques Laroche, 1947. Inv. RF 1947-30. Paris, Musée d’Orsay.



A Idade Infinita 
Carl Friedrich Blechen (1798-1840). "Gruta no Golfo de Nápoles". 1829. Óleo sobre tela. 37,5 x 29 cm Wallraf-Richartz Museum & Fondation Corboud, Colónia.

  

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