08/12/2018

Máscara na caixa quadrada



Depus a máscara e vi-me ao espelho.

Depus a máscara e vi-me ao espelho.
Era a criança de há quantos anos.
Não tinha mudado nada...
É essa a vantagem de saber tirar a máscara.
É-se sempre a criança,
O passado que foi
A criança.
Depus a máscara e tornei a pô-la.
Assim é melhor,
Assim sou a máscara.
E volto à personalidade como a um terminus de linha.

18-8-1934


Álvaro de Campos, Poesias de Álvaro de Campos. Lisboa: Ática, 1944 (imp. 1993), p. 61.


Já se canta o Natal...

6 comentários:

  1. Julgo que as máscaras que vestimos são às tantas tão nossas como a pele; talvez sejam a segunda pele. A canção é linda e no vídeo tudo condiz; suponho que seja também uma homenagem ao pinheiro de Natal. E oxalá as pessoas não desatem a cortá-los por aí. Poupe-se o que a terra dá e o fogo não levou. Que qualquer árvore sintética nos serve lindamente.

    ResponderEliminar
  2. Dias felizes em autenticidade, paz e harmonia.
    Beijinhos.
    ~~~~

    ResponderEliminar
  3. Ana,
    Venho desejar-lhe um Santo e Feliz Natal, repleto de coisas boas!
    Um beijinho natalício.:))

    ResponderEliminar
  4. Máscaras...Natal...é quase quase Carnaval :)))
    Tudo perfeito por aqui.
    beijinhos

    ResponderEliminar
  5. Uma máscara ilusória mente redonda há-de ser sempre quadrada. Daí estar encerrada num cofre cúbico transparente para que se veja o que se não vê. Mas eu vejo. Vejo uma excelente fotografia com um toque de bom gosto definidor da autora.
    Continuação de Festas. Tirando o que não presta da vida, o que fica? A Alegria da Festa seja em que circunstância for. Que assim seja para todos e para a Ana em particular.
    Bj.

    ResponderEliminar

Arquivo