31/01/2026

O Cedro!

O Cedro
O esplendor e a glória da árvore ancestral foram silenciados com a tempestade Kristin!
Sempre que passei por ele parei para contemplar a sua beleza. Continua erguido para o céu, mas perdeu uma parte do seu manto.

 
O cedro, Figueira da Foz, 2026.



"A Árvore" foi-me contada pelo escritor Isao Tesuka. Ao seu conto acrescentei diversos pontos, variações , divagações. 

[...] Assim, o povo dessa ilha sentia-se feliz e orgulhoso por possuir uma árvore tão grande e tão bela: é que em nenhuma outra ilha do Japão, nem nas maiores, existia outra árvore igual. Até os viajantes que por ali passavam diziam que mesmo na Coreia e na China nunca tinham visto uma árvore tão alta, com a copa tão frondosa e bem formada.

Sophia de Melo Breyner Andresen, A Árvore, Lisboa:Figueirinhas, 1985,1ª edição, p.6 e 7.  

Receio que no lugar das árvores perdidas não plantem novas árvores ... a destruição e o medo fazem das nossas praças, praças de pedra.

Caspar David Friedrich: Rocky ravine in the Elbe Sandstone Mountains,1822

https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Friedrich_felsenschlucht.jpg





29/01/2026

Santa Ana!

 Uma das minhas paixões é a Arte Sacra.

As peças que mais me encantam são o Menino Jesus, a Virgem e Santa Ana, em particular esta última, talvez por causa do nome que os meus pais escolheram para mim.

Recentemente, recebi um livro que me maravilhou: Sainte Anne et les Bretons, de Job an Irien e Y. P. Castel.

 A obra aborda o culto de Santa Ana na Bretanha, explorando a sua importância histórica, cultural e espiritual. Ando a lê-lo com muito interesse e verdadeiro entusiasmo.

Obrigada a quem me ofereceu este livro, que tanto me tem enriquecido.



Ave Verum , Albinoni (Adagio in G Minor)
Coro Libera




16/01/2026

"Novas regras para museus admitem censura em exposições"

Joaquín Sorolla, La familia de Don Rafael Errázuriz Urmeneta, 1905.
https://joaquinsorollabastida.wordpress.com/category/familia-errazuriz/


Código Deontológico internacional, que deverá entrar em vigor daqui a seis meses, diz que os museus têm de responder prontamente a minorias que exijam a retirada de peças exibidas. [...]

O Conselho Internacional dos Museus (ICOM), reconhecido pela UNESCO desde 1946 e com delegações em mais de 120 países, incluindo Portugal, quer fazer aprovar este ano um novo Código Deontológico, segundo o qual as coleções dos museus públicos e privados passam a ser tratadas e apresentadas ao público com base na sensibilidade de grupos minoritários, definidos como «comunidades», que até podem vetar a exibição de certas peças ou obras.

Bruno Horta, Jornal Sol,9 de janeiro 2026 (sublinhado meu)

Para ler o artigo siga o link:

Estaremos a pôr em causa a importância da arte e da sua mensagem? Estaremos a perder a liberdade?


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