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29/03/2013

Janela ao longe

A luz é mais intensa.
O Astro-Rei parecendo mais próximo continua, porém, distante.

Janela rasgada nas muralhas do Castelo de Óbidos.

Ah, a Música

Quem terá deixado esquecida
esta música ouvida num canto da rua?
Ninguém de quem passa nela repara
No entanto— é ela — faltava no dia de chuva
No meu dia de chuva?
Meu seria decerto este dia
pois por mais precário que eu seja
nenhuma chuva fora podia cair
se acaso em mim não caísse
Cai chuva e há música em meu coração
Era mera ilusão o dia de chuva

Ruy belo, in Aquele Grande Rio Eufrates (banco de poesia Casa Fernando Pessoa).


Mozart, A Flauta Mágica

23/01/2013

A. H. Oliveira Marques - sobre os portugueses

Gárgula, Sé Velha, Coimbra
A. H.Oliveira Marques em torno da sua memória. 
O historiador nasceu a 23 de Agosto de 1933 e faleceu a 23 de Janeiro de 2007.

Sobre os portugueses na centúria de quinhentos.

«Os homens são de mediana estatura, mais sobre o pequeno do que sobre o alto, mais sobre o moreno do que sobre o louro, de aspecto triste.» 

 A. H. Oliveira Marques, Portugal Quinhentista, Ensaios. Quetzal Editores, Referências, Lisboa, 1987.

Os portugueses continuam com a sua tristeza, uma caraterística que é imutável.

 

05/10/2012

Escadas ou dos dias que correm...

Casa dos Bicos, Fundação Saramago, Lisboa


No último feriado da Implantação da República:

FALA DO VELHO DO RESTELO AO ASTRONAUTA

Aqui, na Terra, a fome continua, 
A miséria, o luto, e outra vez a fome.

José Saramago, Poemas Possíveis. Lisboa: Caminho, 1998.
O poema todo aqui.


25/03/2012

Tabucchi morreu na Primavera!

A vontade e o acaso levaram-me a transformar esta janela colocando um tom primaveril. Escolhi uma fotografia que tirei do castelo de Sant'Angelo em Roma. Há pouco soube que Antonio Tabucchi morreu. Hoje, o pássaro que se vislumbra a voar é Tabucchi.

A palavra, a nossa língua, é verdadeiramente a nossa pátria, dentro da qual nós vivemos, vivemos dentro desta linguagem, desta língua que é o nosso italiano, e se este invólucro que é a mesma coisa que placenta se rompesse não saberiamos mais nada....


Antonio Tabucchi (tradução livre)

Retirado daqui - http://youtu.be/G6UnhMu5z24



Em memória do homem que estudou e traduziu Fernando Pessoa.
Lacrimosa, Requiem de Mozart

Extinção II - Armanda Passos

Armanda Passos teve o condão de me fazer voltar à infância e foi uma viagem deliciosa. Gostei imenso das suas telas e das suas histórias. A pintora não esteve presente na inauguração mas Dr. Telo de Morais* sugeriu a sua ligação a Paula Rêgo. Não concordo de todo, talvez o Dr. Morais se refira à forma como a autora desenha as figuras, todavia, não vejo o traço de Paula Rêgo. Armanda Passos transmite, através do olhar das personagens, algo doce e provocador.


Exposição de Armanda Passos intitulada Extinção II foi inaugurada ontem (24 de Março) e vai ficar patente ao público até 19 de Maio no Museu Municipal de Coimbra, Edifício do Chiado.


Armanda Passos, Chimpanzé duas fotos possíveis.


Museu Municipal, Edifício Chiado, Coimbra


A tela do lado esquerdo intítula-se Chimpanzé e a do lado direito Arara


(170 x 200 cm)


A tela que mais me fascinou mas que não fotografei porque à sua frente estavam várias pessoas é Leopardo que para mim designo de a Máscara.

Armanda Passos, Leopardo (catálogo)



Armanda Passos fez-me recordar Mozart e Fantasia in D Minor, julgo que liga muito bem.




Actualizei o post às 13:00 h para direccionar um link biográfico da pintora e para agradecer ao João Menéres do Grifo Planante a dica para a exposição.


Muito grata João.

*Igualmente agradeço a Abreu de Sousa que desfez o meu engano. Post alterado às 18:43 h de dia 26 de Março.

06/11/2011

Porque hoje Sophia faria anos!

Sophia de Mello Breyner Andresen nasceu no Porto a 6 de Novembro de 1919. Dedico as pombas a uma mulher que via o mundo com outra luz! Não sei porquê mas as pombas fazem-me lembrar bolas de sabão, estão tão ligadas como estas à infância. Sophia não esqueceu a criança que todos somos.



Apesar das pombas serem aves, Praça do Giraldo, Évora



Os pássaros

Ouve que estranhos pássaros de noite
Tenho defronte da janela:
Pássaros de gritos sobreagudos e selvagens
O peito cor de aurora, o bico roxo,
Falam-se de noite, trazem
Dos abismos da noite lenta e quieta
Palavras estridentes e cruéis.
Cravam no luar as suas garras
E a respiração do terror desce
Das suas asas pesadas
.

Sophia de Mello Breyner Andresen, Antologia, Círculo de Poesia, Lisboa: Moraes Editores, 1975

25/10/2011

Portalegre em Roma

O Instituto de Santo António dos Portugueses, em Roma, vai acolher uma exposição sobre: A tapeçaria de Portalegre, Expressão Contemporânea numa Arte Secular.

As tapeçarias de Portalegre são verdadeiras obras de arte. Grandes pintores portugueses contemporâneos, como: Almada Negreiros, Júlio Pomar, Graça Moraes, Guilherme Camarinha, Maria Keil, Vieira da Silva, Maria Velez, Costa Pinheiro, Sá Nogueira, Lurdes de Castro, Eduardo Nery, Cruzeiro Seixas, Menez, José de Guimarães entre outros desenharam para a fábrica de laníficios de Portalegre. Para conhecer um pouco da história da tapeçaria ver o link.

Recebi este convite e é com muita pena que não posso voar até lá.


A exposição vai estar até 27 de Novembro de 2011. Não sei de quem é o desenho da tapeçaria que faz parte do convite.

Tomar a lua na mão
agarrá-la
e ser a Senhora da Noite!





11/09/2011

In Memoriam, Ground Zero

Na noite de bréu, onde o silêncio é incomensurável, uma luz azul cobalto rasga os céus.

Resquícios de almas perdidas no vazio cinzento dos escombros elevam-se numa pira de luz espalhando o pranto inevitável. A vida nasce das cinzas como a Fénix renascida. Uma pérola gigante rola sobre o Ground Zero, pára bem no centro da praça, e dentro dela saem milhares de laços identificados com o nome dos homens que pereceram sem que o pulsar assim o ditasse.


Ground Zero, Manhanttan, Nova Iorque


World Trade Center, Manhattan, terrorismo ou o poder sem razão, 11 de Setembro 2001
O meu minuto de silêncio em memória das vítimas do 11 de Setembro de 2001: Lacrimosa

16/07/2011

Luar

Jean-Baptiste Camille Corot nasceu em Paris a 16 de Julho de
1796.

Luar, 1876.
Colecção privada

Neste dia mas em 1969 foi lançada a missão espacial Apollo 11.

A lua exerceu sempre fascínio sobre os homens, pintores, físicos, astrofísicos, cientistas, e o vulgo ser humano.

A tela de Corot mostra a lua e o reflexo prateado tão propício ao amor em pleno Verão.

Au claire de lune,
un oiseaux chante
une chanson d'amour.

Finalmente, mais uma evocação, Mozart estreou a sua primeira ópera, o Rapto do Serralho, no Burgtheater de Viena, em 1781.

10/06/2011

ABC...

O retrato de Camões por Fernão Gomes, em cópia de Luís de Resende.

[Este é considerado o mais autêntico retrato do poeta, cujo original, que se perdeu, foi pintado ainda em sua vida]



Porque sou portuguesa, amo o meu país, os nossos poetas, os nossos artistas, a Luís de Camões em jeito de homenagem.

ABC FEITO EM MOTES

A A A A

Ana quisestes que fosse
o vosso nome da pia,
para mor minha agonia.

Apeles, se fora vivo
e a ver-vos alcançara,
por vós retratos tirara.

Aquiles morreu no templo,
contemplando de giolhos;
eu, quando vejo esses olhos.

Artemisa sepultou
a seu irmão e marido;
vós a mim e a meu sentido.

B

Bem vejo que sois, Senhora,
extremo de fermosura,
para minha sepultura.

C C

Cleópatra se matou
vendo morto a seu amante;
e eu por vós, em ser constante.

Cassandra disse de Tróia
que havia ser destruída;
e eu por vós, d'alma e da vida.

N N

Dido morreu por Eneias,
e vós matais quem vos ama;
julgai se sois cruel dama!

Dianira, inocente,
da má morte causadora;
vós da minha sabedora.

E

Eurídice foi a causa
de Orfeu ir ao inferno;
vós de ser meu mal eterno.

FF

Fedra, só de puro amor,
morreu por seu enteado;
eu mouro de desamado.

Febo vai escurecendo
ante vossa claridade;
e eu sem ter liberdade.

G G

Galateia sois, Senhora,
da fermosura extremo;
e eu perdido Polifemo.

Genebra, que foi rainha,
se perdeu por Lançarote;
e vós por me dar a morte.

H H

Hércules, uma camisa
de chamas o consumiu;
minh' alma, dês que vos viu.

Hébis e Dido morreram
com o rigor da mudança;
eu, vendo vossa esquivança.

J J J J

Judite, que o duro Holofernes
degolou, se viva fora,
mate lhe déreis, Senhora.

Júlio César conquistou
o mundo com fortaleza;
vós a mim com gentileza.

Júlio César se livrou
dos inimigos com abrolhos;
eu não posso desses olhos.

Jazia-se o Minotauro
preso no seu labirinto;
mas eu mais preso me sinto.


L L

Leandro se afogou
e foi sua causa Hero;
e a mim, o que vos quero.

Leandro se afogou
no mar de sua bonança;
eu no de vossa esperança.

M M

Minerva dizem que foi,
e Palas, deusas da guerra:
e vós, Senhora, da terra.

Medeia foi mui cruel,
mas não chegou a metade
de vossa grão crueldade.

N N

Narciso o siso perdeu
em vendo a sua figura;
eu, por vossa fermosura.

Ninfas enganam mil Faunos
com seu ar e fermosura;
e a mim, vossa figura.

O O

Os olhos choram o dano
que em vos verem sentiram;
mas eu pago o que eles viram.

Orfeu com a doce harpa
venceu o reino de Plutão;
vós a mim, com perfeição.

P P

Páris a Helena roubou,
por quem Tróia foi perdida;
e vós a mim, alma e vida.

Pirro matou Policena,
perfeita em todos sinais;
e vós a mim me matais.

Q Q

Quanto mais desejo ver-vos,
menos vos vejo, Senhora:
não vos ver milhor me fora.

Querendo ver a Diana,
Actéon perdeu as vida,
que eu por vós trago perdida.

R R

Remédio nenhum não vejo
que remedeie meu mal;
nem crueza à vossa igual.

Roma o mundo sujeita
com armas, saber, temor;
vós a mim só por amor.

Sirena, na mor fortuna
com enganos vai cantando;
e vós, sempre a mim matando.

T T

Tisbe morreu por Piramo,
a ambos matou o Amor;
a mim vosso desfavor.

Tisbe pelo seu amante
morreu com amor sobejo;
mas eu mais morto me vejo.

V V

Vénus, que por mais fermosa
lhe deu Páris a maçã,
não foi quanto vós louçã.

Vénus levou a maçã
por vós não serdes, Senhora,
nacida naquela hora.

X X

Xpõ vos acabe em graça,
e vos faça piadosa
tanto, quanto sois fermosa.

Xantopeia tornou atrás
por Apónio a invocar;
e vós não, a meu chamar.

Luís Vaz de Camões, retirado do Banco de poesia da Casa Fernando Pessoa


Requiem por Camões

17/05/2011

"Deixai-me o Êxtase"

Procuro um verso, apenas, para que o deserto se torne próspero, o vazio se ilumine, o cansaço se extinga e os olhos se mantenham abertos.


Sandro Botticelli, Lamentação sobre o Cristo morto, 1490-1492,
detalhe Maria Madalena e o Cristo.



Têmpera sobre painel de madeira, 107 cm x 71 cm, Alte Pinakotheck, Munique, Alemanha

1640

Tirai-me tudo, mas deixai-me o Êxtase

(...)

Emily Dickinson, Poemas e Cartas, Lisboa: Cotovia, 2000, p. 147.

23/04/2011

Mozart - Kyrie

Pintura sobre tábua num altar dos claustros do Convento de Nossa Senhora da Conceição, Museu Regional de Beja (Museu Rainha D.Leonor). Possivelmente do século XV(?)




15/04/2011

Parabéns, Leonardo da Vinci!

Il bono pittore ha da dipingere due cose principali, cioè l'homo e il concetto della mente sua. Il primo è facile, il secondo difficile perché s'ha a figurare con gesti e movimente delle membra.

Leonardo da Vinci. Barueri, SP: Editorial Sol 90, 2007. (Coleção Folha Grandes Mestres da Pintura).

Detalhe do quadro A Virgem dos Rochedos, anjo Uriel (?), 1495-1508, National Gallery, Londres


(A segunda versão da Virgem dos Rochedos, )

Anjo Uriel, Virgem dos Rochedos, 1483-86, Museu do Louvre, Paris



(Primeira versão da Virgem dos Rochedos)


Leonardo da Vinci nasceu a 15 de Abril de 1452 em Vinci, Florença.
A minha intenção é agraciá-lo pela sua genialidade, beleza, polivalência científica bem como toda a arte que nos deixou. Deleito-me a observar os seus desenhos e as suas pinturas das quais destaco a Anunciação, e a Senhora com o Arminho.


A Virgem dos Rochedos que está no Louvre encanta-me mais do que a da National Gallery por causa das cores e do sfumato. Porém, não encontrei uma imagem tão bela do (possível) anjo Uriel que acompanha S. João Baptista venerando o Menino e a Virgem.



Escultura (1859-1872) de Pietro Magni, Piazza della Scala, Milão



Teve uma vida conturbada viveu em Florença, Milão, Roma, Bolonha e Veneza e depois partiu definitivamente para França vindo a perecer a 2 de Maio. de 1519, em Amboise numa casa presenteada pelo rei Francisco I.


Lacrimosa, Requiem, Mozart

18/02/2011

Osíris

A Osíris peço um pouco de luz!
Osíris

Painted wooden statuette of the god Osiris, ruler of the netherworld and judge of the dead. The figure is hollow and it contained the rolled Book of the Dead papyrus of a high-ranking woman named Anhai. C. 1150 BC.

Museu Britânico, Londres

Mauro Benaglia sing Sarastro's bass air from Flauto Magico in live concert by Società del Giardino in Italy -- Milan. Accademia Concertante d'Archi di Milano. Stefano Rocca conductor


28/01/2011

Jackson Pollock!

Em Pollock a cor e os traços são aparentemente simples como se fossem realizados por uma criança. Todavia, a cor no espaço de grandes dimensões é de uma complexidade construtiva que só ele conseguiu.
Jackson Pollock nasceu a 28 de janeiro de 1912 em Cody, Wyoming e faleceu em 1956. Lembrei-me de associar esta tela à ária: A Rainha da Noite, da Flauta Mágica, de Mozart.
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Jackson Pollock

There was speculation that recent hot weather might
be to blame
for the blue boards warping in spots, the swirls
chipping. The reds a bit faded.
Sunlight flinching across the long floorboards at fragmented
angles.
The barndoor always unlatched, most times wide open.
It could have been a time of timelessness.
It could have been 1953, (...)
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Jackson Pollock, The Moon-Woman, 1942
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Oil on canvas, 69 x 43 in; Peggy Guggenheim Collection, Venice


Wolfgang Amadeus Mozart, "The Magic Flute" Queen of Night Dorothea Röschmann as Pamina conducted minseok Kang

17/01/2011

o céu despe-se de estrelas!

Detalhe de uma fotografia retirada daqui.
A morte esvai-se como uma bola de sabão...
A morte é um acto solitário.

Mas, há homens que morrem na solidão do esquecimento, nas pedras gélidas da calçada, em ruas estreitas e negras, onde o céu se despe de estrelas!
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Depois de ter lido um artigo no blogue Sobre o Risco.

13/01/2011

Uma flor, um abraço para o Rio de Janeiro!

Uma Flor, um abraço para todos os brasileiros em especial para os do Rio de Janeiro!
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Chagall, Pormenor do tecto da Ópera de Paris, Palácio Garnier, sala vermelha
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Lacrimosa
Lacrimosa dies illa
Qua resurget ex favilla
Judicandus homo reus.

Huic ergo parce, Deus
Pie Jesu Domine
Dona eis requiem, Amen.
Mozart, Lacrimosa


05/12/2010

Mozart in Memoriam

Gosto muito de Mozart, da sua música, da sua sensibilidade e jovialidade se assim se pode dizer. Soube no Prosimetron, através de Jad, que ele pereceu a 5 de Dezembro de 1791. Fica aqui a minha homenagem.
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*This family painting of Mozart is from Johann Nepomuk Cella Groce and was painted late Autumn 1780. It is the only authentic family portrait in existence. Mozart is seated at his piano with his sister, Nannerl. The portrait in the painting is of Mozart's deceased mother, Anna Maria. His father, Leopold, is shown standing to the right.


Mozart Magic Flute - Roth and Le Roi perform "Papagena / Papageno!"



Mozart Last Days **


**Hermann Kaulbach's 1872 oil painting "Mozart's last days," depicting the death of Wolfgang Amadeus Mozart. Based on eyewitness accounts of the composer's final days, Mozart may have died from acute kidney failure brought on by a strep throat epidemic that appears to have arisen from a local military hospital.
(Imagno/Getty Images)

O filme Amadeus realizado por Milos Forman, em 1984, encantou-me. A escrita do Requiem é o excerto que escolhi para associar à pintura: Últimos dias de Mozart.

Amadeus - Salieri y Mozart

Tom Hulce no papel de Wolfgang Amadeus Mozart
F. Murray Abraham.no papel de Antonio Salieri

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