Conheci o pintor Paulo Damião através do Jornal das Letras. A atmosfera que cria nas telas parece emergir das brumas, onde se desenham traços do menos nítido ao mais perceptível pormenor como se de um zoom se tratasse. As tonalidades descritas nas telas representadas vêm do azul e do branco-sombra até ao ocre numa mistura de realidade e sonho. A delicadeza solta-se da pintura diáfana.
Porque pintas rostos?
Máscaras
virtuais ou reais?
Porque pintas rostos
se não estás retratada?
Porque pintas nas paredes nuas as impressões
tristes das tuas memórias gastas?
Porque pintas rostos?
Máscaras
virtuais ou reais?
Porque pintas rostos
se não estás retratada?
Porque pintas nas paredes nuas as impressões
tristes das tuas memórias gastas?
