Mother, do you think they'll drop the bomb? Mother, do you think they'll like this song? Mother, do you think they'll try to break my balls? Ooooh aah, mother, should I build the wall?
Mother, should I run for president? Mother, should I trust the government? Mother, will they put me in the firing line? Ooooh aah, is it just a waste of time?
Hush now, baby, baby, don't you cry Mama's gonna make all of your nightmares come true Mama's gonna put all of her fears into you Mama's gonna keep you right here under her wing She won't let you fly but she might let you sing Mama's gonna keep baby cosy and warm
Ooooh, babe, ooooh, babe, ooooh, babe Of course Mama's gonna help build the wall
Mother, do you think she's good enough? Mother, do you think she's dangerous? Mother, will she tear your little boy apart? Oooh aah, mother, will she break my heart?
Hush now, baby, baby, don't you cry Mama's gonna check out all your girlfriends for you Mama won't let anyone dirty get through Mama's gonna wait up till you get in Mama will always find out where you've been Mamma's gonna keep baby healthy and clean
Ooooh, babe, ooooh, babe, ooooh, babe You'll always be a baby to me
O meu respeito para com todos os monárquicos e para com o regime que fez nascer Portugal. O Tratado de Zamora ocorreu na data 5 de Outubro, de 1143, o que muito honra todos os portugueses.
Sou republicana. Dia 5 de Outubro era feriado e evocava a implantação da República a 5 de Outubro de 1910. Desde pequena que esta data era vista como um acontecimento importante na História de Portugal. Ficava-se em casa e assistia-se às comemorações ou participava-se nelas.
Monumento no Príncipe Real
Inscrição na pedra:
"A França Borges, do seu trabalho herculeo nasceu a Republica, consagremos o luctador"
Durante o Estado Novo o feriado foi mantido e havia comemorações (com discrição). Abaixo veja-se no link o documento do MUD (1946) sobre as comemorações.
Em 2015 o Presidente da República, pela primeira vez, em democracia, não estará presente nas comemorações. Lamento que o representante de todos os portugueses assim tenha escolhido e manifestado a sua intenção aos meios de comunicação.
Gostaria de mostrar o documento mas não tive tempo de pedir autorização por isso reencaminho para o link onde se pode consultar.
(1946), "5 de Outubro - Circular da Comissão Distrital de Lisboa do MUD", CasaComum.org, Disponível HTTP: http://hdl.handle.net/11002/fms_dc_147658 (2015-10-4) António França Borges nasceu a 10 de Janeiro de 1871 e faleceu em 1915
Madrugava em Lisboa (dia 24 de Maio) e o som propagava-se em castelhano. Os rostos eram alegres, a multidão pululava em dia de festa.
A festa não era só de nuestros hermanos, os portugueses são hábeis anfitriões receberam os "invasores" como bons vizinhos que somos.
Acompanhando os capitães de Abril espalhados pela cidade, cruzam-se os cidadãos perante o sol que gentilmente apareceu.
No Chiado, a feira do livro seguia a rotina de fim de semana. O regresso à infância espelha-se num dos livros adquiridos.
Na Bénard o ritual repete-se: o café e o scone são saboreados paulatinamente.
Ao almoço o encontro, a partilha, o riso, o silêncio... e o vinho alentejano de casta sublime. O Tejo hoje também Tajo não divide mas une.
Lembranças
As Origens
Não faz hoje sentido falar de uma unidade do território português baseado em condições naturais ou de uma individualidade geográfica de Portugal dentro do conjunto da Península Ibérica.
Na verdade, o Minho continua a Galiza tanto na orografia e no clima como nas formas de exploração do solo. Trás-os Montes e o norte da Beira prolongam a meseta Ibérica. A Cordilheira Central (Serra da Estrela, etc.) separa o Norte e o Sul de Portugal assim como separa o Norte e o Sul da vizinha Castela. A Beira Baixa e o Alentejo compartilham de condições que se encontram na Estremadura espanhola. E a província mais meridional do País, o Algarve, não difere grandemente da Andaluzia litoral.
A. H. de Oliveira Marques, Breve História de Portugal. Editorial Presença, 2012 (8ª edição), p. 11.
Será esta Água de Portugal a via para um novo Portugal?
Provocação, porque não?
Cheiros de Portugal no Palácio da Ajuda
Na visita à exposição de Joana de Vasconcelos que decorre no Palácio da Ajuda encontrei estes dois cheiros. Serão a introdução para uma visita à exposição.
PERFUME EXÓTICO
Quando eu a dormitar, num íntimo abandono, Respiro o doce olor do teu colo abrasante, Vejo desenrolar paisagem deslumbrante Na auréola de luz d'um triste sol de outono; Um éden terreal, uma indolente ilha Com plantas tropicais e frutos saborosos; Onde há homens gentis, fortes e vigorosos, E mulher's cujo olhar honesto maravilha. Conduz-me o teu perfume às paragens mais belas; Vejo um porto ideal cheio de caravelas Vindas de percorrer países estrangeiros; E o perfume sutil do verde tamarindo, Que circula no ar e que eu vou exaurindo, Vem juntar-se em minh'alma à voz dos marinheiros.
Mudei para o google chrome para acompanhar as novas mudanças impostas na blogosfera. Encontrei possibilidades que resolvi experimentar e é com contentamento que partilho as janelas floridas.
Soube há pouco esta novidade através do blogue "Presépio no Canal" (ver na barra do lado esquerdo). Parabéns a todos os que lutaram por este reconhecimento.
Personalidades que mais marcaram o fado:
Guitarrista Carlos Paredes, Balada de Coimbra
Amália Roderigues, Povo que Lavas no Rio
Alfredo Marceneiro, Viela
FADO PORTUGUÊS
O Fado nasceu um dia, quando o vento mal bulia e o céu o mar prolongava, na amurada dum veleiro, no peito dum marinheiro que, estando triste, cantava, que, estando triste, cantava.
Ai, que lindeza tamanha, meu chão , meu monte, meu vale, de folhas, flores, frutas de oiro, vê se vês terras de Espanha, areias de Portugal, olhar ceguinho de choro.
Na boca dum marinheiro do frágil barco veleiro, morrendo a canção magoada, diz o pungir dos desejos do lábio a queimar de beijos que beija o ar, e mais nada, que beija o ar, e mais nada.
Mãe, adeus. Adeus, Maria. Guarda bem no teu sentido que aqui te faço uma jura: que ou te levo à sacristia, ou foi Deus que foi servido dar-me no mar sepultura.
Ora eis que embora outro dia, quando o vento nem bulia e o céu o mar prolongava, à proa de outro velero velava outro marinheiro que, estando triste, cantava, que, estando triste, cantava.
José Régio, in 'Poemas de Deus e do Diabo' (Retirado do Citador)
"A Fantasia Lusitana" é um filme (documentário) de João Canijo que vale a pena ver para não nos esquecermos do tempo em que os homens reagiram como animais.
Grassava o ano de 1940 e Lisboa era um ponto central apesar de periférico...
Quem éramos? O que se passava no mundo?
Vi o documentário na RTP2.
O tempo de espera era interminável. (refugiado)
Esta sensação de infinito desamparo Provoca em mim um grande medo. (refugiada)
dizem que em sua boca se realiza a flor outros afirmam: a sua invisibilidade é aparente mas nunca toquei deus nesta escama de peixe onde possamos compreender todos os oceanos nunca tive a visão de sua bondosa mão
o certo é que por vezes morremos magros até ao osso sem amparo e sem deus apenas um rosto muito belo surge etéreo na vasta insónia que nos isolou do mundo e sorri dizendo que nos amou algumas vezes mas não é o rosto de deus nem o teu nem aquele outro que durante anos permaneceu ausente e o tempo revelou não ser o meu
Nasci exactamente no teu dia — Treze de Junho, quente de alegria, Citadino, bucólico e humano, Onde até esses cravos de papel Que têm uma bandeira em pé quebrado Sabem rir... Santo dia profano Cuja luz sabe a mel Sobre o chão de bom vinho derramado!
Santo António, és portanto O meu santo, Se bem que nunca me pegasses Teu franciscano sentir, Católico, apostólico e romano.
(Reflecti. Os cravos de papel creio que são Mais propriamente, aqui, Do dia de S. João... Mas não vou escangalhar o que escrevi. Que tem um poeta com a precisão?)
Adiante ... Ia eu dizendo, Santo António, Que tu és o meu santo sem o ser. Por isso o és a valer, Que é essa a santidade boa, A que fugiu deveras ao demónio. És o santo das raparigas, És o santo de Lisboa, És o santo do povo. Tens uma auréola de cantigas, E então Quanto ao teu coração — Está sempre aberto lá o vinho novo.
Dizem que foste um pregador insigne, Um austero, mas de alma ardente e ansiosa, Etcetera... Mas qual de nós vai tomar isso à letra? Que de hoje em diante quem o diz se digne Deixar de dizer isso ou qualquer outra coisa.
Qual santo! Olham a árvore a olho nu E não a vêem, de olhar só os ramos. Chama-se a isto ser doutor Ou investigador.
Qual Santo António! Tu és tu. Tu és tu como nós te figuramos.
Valem mais que os sermões que deveras pregaste As bilhas que talvez não concertaste. Mais que a tua longínqua santidade Que até já o Diabo perdoou, Mais que o que houvesse, se houve, de verdade No que — aos peixes ou não — a tua voz pregou, Vale este sol das gerações antigas Que acorda em nós ainda as semelhanças Com quando a vida era só vida e instinto, As cantigas, Os rapazes e as raparigas, As danças E o vinho tinto.
Nós somos todos quem nos faz a história. Nós somos todos quem nos quer o povo. O verdadeiro título de glória, Que nada em nossa vida dá ou traz É haver sido tais quando aqui andámos, Bons, justos, naturais em singeleza, Que os descendentes dos que nós amámos Nos promovem a outros, como faz Com a imaginação que há na certeza, O amante a quem ama, E o faz um velho amante sempre novo. Assim o povo fez contigo Nunca foi teu devoto: é teu amigo, Ó eterno rapaz.
(Qual santo nem santeza! Deita-te noutra cama!) Santos, bem santos, nunca têm beleza. Deus fez de ti um santo ou foi o Papa? ... Tira lá essa capa! Deus fez-te santo! O Diabo, que é mais rico Em fantasia, promoveu-te a manjerico.
És o que és para nós. O que tu foste Em tua vida real, por mal ou bem, Que coisas, ou não coisas se te devem Com isso a estéril multidão arraste Na nora de uns burros que puxam, quando escrevem, Essa prolixa nulidade, a que se chama história, Que foste tu, ou foi alguém, Só Deus o sabe, e mais ninguém.
És pois quem nós queremos, és tal qual O teu retrato, como está aqui, Neste bilhete postal. E parece-me até que já te vi.
És este, e este és tu, e o povo é teu — O povo que não sabe onde é o céu, E nesta hora em que vai alta a lua Num plácido e legítimo recorte, Atira risos naturais à morte, E cheio de um prazer que mal é seu, Em canteiros que andam enche a rua.
Sê sempre assim, nosso pagão encanto, Sê sempre assim! Deixa lá Roma entregue à intriga e ao latim, Esquece a doutrina e os sermões. De mal, nem tu nem nós merecíamos tanto. Foste Fernando de Bulhões, Foste Frei António — Isso sim. Porque demónio É que foram pregar contigo em santo?
Fernando Pessoa: Santo António, São João, São Pedro. Fernando Pessoa. (Organização de Alfredo Margarido.) Lisboa: A Regra do Jogo, 1986. Daqui
... É preciso voltar a ensinar os pássaros a cantar.
As pombas no Rossio, Praça D. Pedro IV, junto à estátua do rei
Os pássaros estão estragados
Bonifaz Vogel olhava para os prédios e contava as janelas intactas. Isso distraia-o e ele dizia aqueles números em voz alta para que o universo ouvisse. Os pássaros estavam mudos. Todos calados nas suas gaiolas. - Os pássaros estão estragados - disse Bonifaz Vogel. - Não se pode cantar quando o mundo está desfeito nestas cinzas todas - disse a voz. - Ninguém vai querer comprar pássaros que cantam em silêncio. - Tem toda a razão, Sr Vogel, mas que fazer? - Eu sei umas canções. É preciso voltar a ensinar os pássaros a cantar.
Afonso Cruz, A Boneca de Kokoschka, Lisboa: Quetzal, 2010, p. 42.
A voz é tão poderosa como uma pintura. A ária "Ebben? ne andrò lontana", da ópera La Wally de Alfredo Catalani povoou uma parte da noite. Lembrei-me dela quando olhei para a barca e os corvos, símbolos de Lisboa.
Se com esta ária se pudesse pintar uma tela, o branco dos Alpes em festa de Inverno imperava, apesar da trágica morte dos amantes.
A vida e a morte surgem como uma pena que voa levada pela leveza do vento. A morte aparece como libertadora. O abismo e a neve são o cenário onde dois corvos negros simbolizam a passagem da barca para a ilha eterna onde nunca amanhece nem anoitece!
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S. Carlos, Lisboa
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Maria Callas faz desta morte o encontro com a serenidade!