Este Natal tive a ventura de substituir o velho portátil por um novo. Um presente inesperado. O meu velho companheiro tinha como fundo o tríptico Jardim das Delícias, de Hieronymus Bosch, com os dois volantes fechados, como se pode ver na primeira imagem. O novo portátil foi-me oferecido com A Paisagem de Inverno com Patinadores (2) de Hendrick Avercamp, segunda imagem.
O velho amigo
O novo amigo
Estou indecisa quanto ao fundo a escolher. Se por um lado, A Paisagem de Inverno com Patinadores (2) me encanta, por outro, O Jardim das Delícias de Bosch tem-me acompanhado diariamente e passou por algumas provas...
A juntar a esta ventura há uma história feminina muito prosaica, ligada às compras de Natal. Reconheço que a infantilidade é um traço que, por vezes, salta apagando a racionalidade desejável. Quando andava a arranjar os presentes de Natal vi um adereço pelo qual me apaixonei, era baratinho, pode até ser de menos bom gosto, mas para mim não foi; comprei uma ostra que trazia uma pérola, simplesmente abri-la e ver a surpresa do tesouro encontrado resultava na delícia das delícias. [Gostei sempre de histórias de tesouros ...].
A pequena ostra trouxe a pérola do sucesso. Ligo a esta pérola o sucesso de ter ganho este novo portátil.