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19/01/2014

"O caso português"


Myra Landau, intitulado por mim: Elo partido

Porque sou portuguesa e me entristece o meu país, não podia deixar de publicar um trecho de Luís Raposo que saiu no Público.

«Em Novembro de 2013 foi dado a conhecer um Eurobarómetro referente aos hábitos culturais dos europeus especialmente devastador para o caso português. Quando se pergunta pela frequência de diferentes recursos culturais no último ano, verifica-se que a nossa melhor posição relativa (lugar 22 em 27) é a na assistência a programas culturais de TV e rádio; inversamente, no livro, no teatro e na dança/ópera, situamo-nos em último lugar; nos restantes domínios, estamos em penúltimo (cinema, monumentos e museus) ou antepenúltimo (bibliotecas).
(...) 
Os níveis de educação escolar são ainda mais relevantes no que respeita à visita a museus (porventura também à dança/ópera e muito menos ao cinema, livro, TV/rádio e monumentos).(...) Chegados aqui, voltamos, porém, ao princípio, ou seja, à situação em que nos encontramos nesta “ocidental praia lusitana”, onde não definhamos apenas por falta de dinheiro, mas também (ou sobretudo) por carência de política e de cidadania. Onde a moléstia atingiu tal dimensão que, nesta “triste e leda madrugada”, políticos, gestores e agentes culturais todos nos refugiamos em lugares de recuo e sobrevivemos apenas na nossa vidinha diária, tentando encontrar nela nichos de pequena felicidade. Onde, mais do que lutar, parece que desistimos também de pensar.»

Presidente do ICOM Portugal; membro da direcção do ICOM Europa
Luís Raposo, Público, 17-01-2014
Artigo 

09/07/2012

"Vivemos num paradigma errado"

No Jornal de Letras li uma entrevista interessante sobre Cultura e Crise. Dela retirei este trecho:

"JL: Numa época de grande crise, porque é que a cultura é importante?


Jorge Barreto Xavier: Vivemos num paradigma errado sobre a presença da cultura na vida das diferentes sociedades. Pensamos e agimos como se a cultura fosse algo que só se pudesse cumprir quando outras coisas estão alcançadas. Hoje a coesão social exige e necessita como prioridade a construção de identidades e perspetivas societárias comuns. E isso só pode ser conseguido através da cultura. Esta não pode ser vista como algo que se dá quando tudo está resolvido. Aliás, se pensarmos assim, nem resolvemos as outras coisas. A questão da cultura, independentemente de ser política e pública, deve ser vista como preponderante no debate público- A cultura gera emprego, visibilidade, competitividade económica e riqueza. "

Ler maishttp://visao.sapo.pt/jorge-barreto-xavier-a-cultura-e-a-crise=f673519#ixzz2017Trka


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