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09/01/2014

Livros, o deleite da alma - IV, Camões


Recebi este Natal uma edição dos Lusíadas, da Lello, que me fez feliz. Escolhi duas estrofes. 

Formato 10 x 13 cm
Os Lusíadas

Gian Lorenzo Bernini, Apolo e Dafne, Galleria Borghese,
Roma (Wikipédia)
                          1
Ficheiro:ApolloAndDaphne.JPGAgora tu, Calíope, me ensina
O que contou ao Rei o ilustre Gama:
Inspira imortal canto e voz divina
Neste peito mortal, que tanto te ama.
Assim o claro inventor da Medicina,
De quem Orfeu pariste, ó linda Dama,
Nunca por Dafne, Clície ou Leucotoe,
Te negue o amor devido, como soe.
                       
                        2
Põe tu, Ninfa, em efeito meu desejo,
Como merece a gente Lusitana;
Que veja e saiba o mundo que do Tejo
O licor de Aganipe corre e mana.
Deixa as flores de Pindo, que já vejo
Banhar-me Apolo na água soberana;
Senão direi que tens algum receio,
Que se escureça o teu querido Orfeio.

Luís Vaz de Camões, Lusíadas. Porto: Lello Editores, Canto III, Estrofe 1 e 2. 1980, (p.81).


E porque Camões dedicou os Lusíadas a D. Sebastião

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